Os 11 melhores marcadores de sempre dos Palancas Negras

Ndunguidi (9 golos/44 internacionalizações)
Considerado um dos melhores jogadores angolanos de sempre, foi prejudicado por ter aparecido demasiado cedo, numa fase em que a selecção começava a dar os primeiros passos após a independência do país.

A estreia pelos Palancas Negras aconteceu Nueva Gerona, Cuba, a 17 de Outubro de 1978, e logo aí marcou um dos golos com que Angola venceu a congénere cubana por 2-1. Seguiram-se mais 43 jogos e oito golos: Congo em 1980 e 1990; Nigéria em 1983; Botswana em 1984, Argélia em 1985, a São Tomé e Príncipe em 1985 e em 1987 e ao Lesoto em 1990.

Paralelamente foi uma das figuras do 1º Agosto durante a década de 1980, foi tricampeão nacional entre 1979 e 1988 e rivalizou com Jesus, do Petro de Luanda. Esteve perto do Sporting em 1979 e do Benfica em 1990, mas as transferências para Portugal não se consumaram.

Quinzinho (9 golos/40 internacionalizações)

Quinzinho tinha 20 anos quando se estreou pela selecção angolana a 4 de Setembro de 1994, numa vitória em Luanda sobre a Namíbia (2-0). Porém, teve de esperar pela 3ª internacionalização, no ano seguinte, para se estrear a marcar pelos Palancas Negras, precisamente frente à Namíbia, mas em Windhoek, num empate a dois golos num jogo a contar para a fase de qualificação para o CAN 1996. Na altura, jogava no ASA.

O segundo golo foi histórico, pois foi o primeiro de Angola numa Taça das Nações Africanas, ao Egipto, na edição de 1996, numa fase em que já estava vinculado ao FC Porto. Nessa prova marcou mais um golo, aos Camarões, na última jornada da fase de grupos. Seguiram-se mais seis remates certeiros: Togo em 1997; Costa do Marfim no CAN 1998; Burquina Faso; Camarões; Argélia; Maurícias.

Paralelamente representou também União de Leiria, Rio Ave, Farense, Desportivo das Aves, Alverca e Estoril em Portugal; Rayo Vallecano em Espanha; Zhejiang Sanhua Greentown, Xiamen Lanshi e Pudong Zobon na China e Recreativo da Caála em Angola. Faleceu em Abril de 2009 com 45 anos.

Gilberto (10 golos/89 internacionalizações)

A estreia pelos Palancas deu-se a 20 de Junho de 1999, quando tinha apenas 16 anos, num empate em Luanda contra a África do Sul (2-2), a contar para a qualificação para o CAN 2000. Em Janeiro de 2001, marcou os dois primeiros golos pela selecção angolana, numa vitória sobre o Lesoto (2-0).

Entretanto trocou o Petro de Luanda pela melhor equipa africana da altura, os egípcios do Al Ahly, e tornou-se um dos imprescindíveis da seleção angolana, tendo feito grande parte do apuramento para o Mundial 2006. Porém, sofreu uma grave lesão no tendão de Aquiles que o fez falhar não só a fase final do Campeonato do Mundo como a do CAN 2006.

Ainda assim, foi a tempo de participar por quatro vezes na CAN em 2008, 2010, 2012 e 2013. O percurso de 16 anos e 89 internacionalizações foi encerrado a 4 de Julho de 2015, numa vitória sobre

a Suazilândia (2-0) em Luanda. Marcou à Zâmbia nesse ano, Argélia em 2003, RD Congo em 2004, Níger em 2008, Cabo Verde em 2009, Mali no CAN 2010, Guiné-Bissau em 2010 e República Centro-Africana em 2015.

22 dias depois da retirada internacional, num jogo do seu Benfica de Luanda frente ao Progresso do Sambizanga, caiu repentinamente inanimado, ficou inconsciente durante 20 minutos e acabou por pendurar as botas na sequência desse incidente.

Love Cabungula (11 golos/79 internacionalizações)

Love serviu a seleção entre 2001 e 2016, o que faz dele um dos jogadores com maior longevidade de sempre na equipa nacional de Angola. Mas foi sempre uma espécie de eterno suplente, por culpa da feroz concorrência de Akwá, Flávio, Mantorras ou Manucho.

A estreia pelos Palancas Negras aconteceu a 7 de Janeiro de 2001, numa vitória sobre o Lesoto (2-0). Seguiram-se mais 78 internacionalizações, tendo vencido a Taça COSAFA 2004 e marcado presença nas edições de 2006, 2008, 2010 e 2012 do CAN, assim como no Campeonato do Mundo 2006. Despediu-se aos 37 anos, a 29 de março de 2016, numa derrota às mãos da RD Congo (0-2) num jogo de qualificação para a CAN 2017.

Os 11 golos que marcou pela selecção foram: Namíbia em 2004 (dois), Zimbabwe e a Cabo Verde em 2005, Maurícias e Zimbabwe em 2006, à ESwatini em 2007, a Camarões e Zâmbia em 2011 e ao Lesoto em 2014.

Paralelamente, fez carreira no Girabola com as camisolas de ASA, 1º de Agosto, Petro de Luanda, Kabuscorp, Recreativo de Caála e Sagrada Esperança.

Gelson Dala (12 golos/30 internacionalizações)


Pela selecção nacional estreou-se a 13 de Junho de 2015, tendo bisado numa goleada à República Centro-Africana (4-0). Entretanto marcou presença no CAN 2019 e soma já 11 golos em 30 internacionalizações, tendo marcado: República Centro-Africana (dois); ESwatini (dois); África do Sul (dois) em 2015; RD Congo e Madagáscar em 2016; Burquina Faso em 2017; Botswana e Mauritânia em 2018 e Moçambique em 2020.

Em Janeiro de 2017, transferiu-se para o Sporting juntamente com o companheiro de equipa Ary Papel. Nos leões de Lisboa tem jogado sobretudo na equipa B, não tendo ido além de dois jogos na equipa principal. Devido à escassez de oportunidades, tem estado emprestado ao Rio Ave e aos turcos do Antalyaspor.

Mateus (14 golos/68 internacionalizações)

A data da estreia pela equipa nacional não é consensual, uma vez que as várias bases de dados remetem para diferentes jogos e porque há dúvidas sobre o reconhecimento oficial de algumas competições em que as seleções angolanas participam.

Mateus terá um total de 68 internacionalizações e 14 golos pelos Palancas Negras. Os remates certeiros foram alcançados diante de Lesoto e Quénia em 2006, Togo em 2009, Guiné-Bissau em

2011, Serra Leoa e Burquina Faso em 2012, África do Sul em 2015, Mauritânia (dois) e Burquina Faso (dois) em 2018, Moçambique (dois) e República Democrática do Congo em 2020.

O que é certo é que Mateus participou no Mundial 2006 e nas edições de 2008, 2012, 2013 e 2019 do CAN. Com 15 encontros disputados, é o futebolista angolano com mais jogos em fases finais.

Jesus (18 golos/48 internacionalizações)

Considerado um dos melhores futebolistas de sempre do futebol angolano, Jesus foi prejudicado, tal como Ndunguidi, por ter jogado numa altura em que os Palancas Negras davam os primeiros passos.

A estreia pela selecção aconteceu a 12 de Julho de 1979, num jogo frente a São Tomé e Príncipe em São Tomé, no qual marcou um dos golos com que Angola venceu por 2-1. Na segunda internacionalização, diante de Moçambique em Novembro de 1980, voltou a facturar. Seguiram-se mais 16 golos: Gabão em 1981 e 1987, Congo em 1981, 1984 e 1987 (dois), Argélia, Moçambique (três), a São Tomé e Príncipe e Zimbabwe em 1985, Zaire em 1987 (dois) e Camarões, e Nigéria em 1989.

Paralelamente construiu uma carreira de grande sucesso no Petro de Luanda durante mais de uma década. Em 1982, 1984 e 1985 foi o melhor marcador do Girabola. Em 2011, o clube ponderou retirar a camisola 9 em homenagem ao seu antigo ponta de lança. Também representou o Varzim em Portugal, mas sem revelo.

Paulão (19 golos/52 internacionalizações)

Médio ofensivo com grande parte da carreira feita no futebol português,

Teve o seu baptismo pela selecção angolana a 10 janeiro de 1993, numa partida diante do Zimbabwe (1-1) a contar para a qualificação para o Mundial 1994. Um mês e meio depois, a 28 de Fevereiro, marcou o primeiro golo com a camisola dos Palancas Negras, numa vitória sobre o Togo, naquela que foi a sua quarta internacionalização. Na altura, representava ainda o 1º Maio de Benguela.

Seguiram-se mais 18 golos a nível internacional: Botswana (três), Namíbia e Guiné-Conacri em 1995, Moçambique em 1995 e 1997, Camarões no CAN 1996, Uganda (três), Gana e Zimbabwe em 1996, Togo em 1997, Suazilândia (dois) e Guiné Equatorial em 2000 e Burundi em 2001.

Além da presença e do golo no CAN em 1996, esteve também na edição da CAN em 1998, somando um total e dois jogos na competição. Em 2001 participou na conquista da Taça COSAFA.

Paralelamente, venceu uma Taça de Portugal pelo Benfica e um Girabola pelo ASA, tendo ainda representado Vitória de Setúbal, Académica, Sporting de Espinho (Portugal) e Petro de Luanda.

Manucho (22 golos/53 internacionalizações)

Provavelmente é o principal nome da selecção angolana, pós-Mundial 2006. Representou grandes clubes como Manchester United, Panathinaikos, Valladolid e Rayo Vallecano, já depois de ter vestido as camisolas do Benfica Luanda e Petro de Luanda, em Angola.

Manucho estreou-se pela selecção angolana antes do Campeonato do Mundo da Alemanha, numa vitória sobre o Lesoto a 30 de Abril de 2006, mas só depois do torneio se tornou presença habitual nas convocatórias. O primeiro golo pelos Palancas Negras surgiu em Novembro desse ano, num empate a um golo com a Tanzânia.

A sua carreira internacional foi abrilhantada pelas participações nas edições de 2008, 2010, 2012 e 2013 do CAN. O registo dos remates com êxito: Lesoto em 2007, Quénia em 2007 e em 2011 (dois), Egipto (dois) e Marrocos em 2008, Senegal no CAN 2008, Gâmbia em 2010, Mali e Malawi no CAN 2010, Uganda e Guiné-Bissau em 2011 e Serra Leoa, Burquina Faso, Sudão (dois), Moçambique e Zimbabwe (dois) em 2012.

Flávio (34 golos/91 internacionalizações)

Tem um feito difícil de igualar: foi o único angolano que fez balançar a redes contrárias num mundial. Foi na cidade de Leipzig, na Alemanha, em partida contra o Irão que valeu um empate ao Palancas. Entrado ao 51 minutos de jogo, Flávio só precisou de 9 minutos para desferir o fatal golpe de cabeça, na sequência de um cruzamento de Zé Kalanga do flanco direito.

Antes, já tinha brilhado no CAN 2006, prova em que marcou três golos. Repetiu esse registo no CAN 2010. No currículo conta ainda com participações nas edições de 2008 e 2012 da CAN. Foi precisamente no último CAN que disputou, em 2012, que encerrou a sua carreira internacional de 91 jogos, despedindo-se num empate (2-2) com o Sudão.

Ao longo de quase 12 anos ao serviço dos Palancas Negras, apontou 34 golos: Burundi em 2001, Zimbabwe em 2001 e em 2004, Malawi em 2003 e CAN 2010, Namíbia em 2003, Botswana e Moçambique em 2004, Congo em 2005 e 2009, Tunísia e Argélia em 2005, Camarões no CAN 2006, Togo no CAN 2006 (dois) e em 2009, Irão no Mundial 2006, Quénia (dois) em 2006, Eritreia (dois), Suazilândia, RD Congo e Costa do Marfim em 2007, Egipto e Marrocos em 2008, Senegal no CAN 2008, Benim (dois) e Níger em 2008, Mali (dois) no CAN 2010, Uganda em 2011 e Serra Leoa em 2012.

Akwá (39 golos/78 internacionalizações)

Um dos principais rostos da ascensão da selecção angolana desde a segunda metade da década de 1990 até à participação no Mundial 2006. Tanto assim foi que Akwá estreou-se pelos Palancas Negras durante a qualificação para o CAN 1996, o primeiro em que Angola marcou presença, e despediu-se após o último jogo no Campeonato do Mundo.

Este avançado tinha apenas 17 anos e tinha acabado de trocar o Nacional de Benguela pelo Benfica quando se estreou pela seleção angolana, a 8 de Janeiro de 1995, numa vitória sobre Moçambique em Luanda (1-0). Três meses depois, marcou os dois primeiros golos pela equipa nacional num triunfo caseiro sobre a Guiné-Conacri (3-0).

Depois de ter estado no CAN 1996, quando representava o Alverca por empréstimo das águias, também esteve no de 1998, numa fase em que estava vinculado à Académica, e contribuiu para o triunfo na Taça COSAFA 2001, já depois de se ter mudado para o futebol do Qatar, onde permaneceu durante oito anos.

A 8 de Outubro de 2005 escreveu a página mais bonita da história do futebol angolano ao apontar o golo de uma vitória no Ruanda que assegurou o apuramento para o Mundial 2006, despedindo-se da selecção na fase final do torneio, tendo sido titular nos três jogos.

Hoje, Akwá ainda é o melhor marcador de sempre dos Palancas Negras, com 39 golos, tendo marcado às seguintes selecções: Guiné Conacri (dois) e Mali em 1995, Zimbabwe em 1996 e 1997, Togo em 1997 e (dois) em 2001, Camarões em 1997 e 2001, Gana em 1997, Benim (dois) em 1998, Gabão (três) em 1999 e 2004, Zâmbia (dois) em 2000 e 2001, Guiné Equatorial e Lesoto em 2000, Líbia e Burquina Faso em 2001, Moçambique em 2002, Nigéria em 2003 e 2004, Malawi, Namíbia e Chade em 2003, Argélia e Ruanda em 2005, Marrocos, Maurícias (quatro) e Turquia em 2006.

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