Téte António considera Angola “espaço perfeito” para se reflectir sobre paz
O ministro da Relações Exteriores, Téte António, afirmou, esta quarta-feira, em Luanda, que Angola é um lugar perfeito para se reflectir sobre a cultura de paz em África, por tudo aquilo que tem feito para a pacificação do continente.
Em declarações à ANGOP, no quadro da 3ª Bienal de Luanda, destacou que, enquanto campeão da paz, por indicação da União Africana, o Presidente da República, João Lourenço, tem sido um importante actor para a estabilização do continente.
Afirmou que a cultura de paz deve ser constantemente abordada mediante um trabalho profundo e com carácter pedagógico, para que se possa ser implementada no dia-a-dia.
Para Téte António, o traço de união mais sólido que une as nações e a cultura e, por isso, deve haver um casamento perfeito para procurar a estabilidade aliada à agenda de paz das Nações Unidas, União Africana e de Angola.
Segundo o ministro, a cultura de prevenção deve ser enraizada no continente porque a guerra “nasce na mentalidade das pessoas” e, para o efeito, é necessário que haja mais encontros como a Bienal de Luanda.
Por seu turno, o ministro da Agricultura, António Francisco de Assis, considerou a promoção do Fórum Pan-Africano para Cultura de Paz – Bienal de Luanda, um momento ímpar para o país, por reunir várias personalidades para interagir sobre a paz e a educação como elementos principais para o desenvolvimento do continente.
Neste quadro, afirmou que os angolanos estão de parabéns pela iniciativa, pois é mais uma oportunidade para os africanos reflectirem sobre a necessidade de marcharem juntos para o desenvolvimento económico e social.
Para o embaixador dos Estados Unidos de América em Angola, Tulinabo Mushingi, o país tem um papel relevante na pacificação do continente e esta Bienal é reflexo deste empenho que todos têm testemunhado.
A 3ª edição do Fórum Pan-Africano para a Cultura de Paz e Não-Violência – Bienal de Luanda decorre até ao dia 24 deste mês, sob o lema: “Educação, Cultura de Paz e Cidadania Africana como Ferramentas para o Desenvolvimento do Continente”