PR moçambicano condecora 724 cidadãos e instituições
O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, condecorou 724 cidadãos e instituições, em reconhecimento pelos “serviços relevantes” prestados à nação, anunciou a Presidência da República.
Segundo a Forbes África Lusófona, a distinção enquadra-se no sistema de títulos honoríficos e condecorações e visa reconhecer feitos de patriotismo, coragem, espírito de sacrifício e dedicação à causa nacional, desde a Luta de Libertação Nacional até ao processo de consolidação do Estado e desenvolvimento do país, refere-se num comunicado da Presidência.
Entre os distinguidos, a Associação Geração 8 de Março recebeu a “Ordem Samora Moisés Machel, do 1.º Grau”, em reconhecimento do seu contributo histórico para a independência nacional, reconstrução do Estado e desenvolvimento de Moçambique.
No domínio do conhecimento e educação, foram ainda atribuídas medalhas “Bagamoyo” a quatro personalidades e a uma instituição, pela sua ação na alfabetização, investigação, formação e promoção do desenvolvimento comunitário e nacional.
“A distinção reconhece os préstimos extraordinários prestados ao povo e ao Estado moçambicano através da alfabetização, investigação, formação e ensino, da defesa do património histórico e cultural, da inovação e da promoção do desenvolvimento comunitário e nacional”, explica-se.
De acordo com o comunicado, 656 cidadãos nacionais foram também distinguidos com a Medalha Veterano da Luta de Libertação de Moçambique, reconhecendo a sua participação nas frentes armada, clandestina, diplomática e de informação durante o processo de libertação, bem como o seu contributo para a “afirmação da moçambicanidade”.
De acordo com documento, citado pela Lusa, o chefe de Estado distinguiu igualmente cidadãos nas áreas de segurança, artes, cultura e trabalho, incluindo 10 membros das forças da polícia, nove artistas e oito profissionais que se destacaram por actos de bravura, produção cultural e intervenção humanitária, nomeadamente no apoio às vítimas de cheias e inundações registadas no país este ano.
“A distinção reconhece o elevado mérito, a bravura, o profissionalismo, o espírito de sacrifício, a dedicação à causa humanitária e o inestimável contributo prestado à salvaguarda da vida humana durante as cheias e inundações de 2026, bem como o legado de inspiração e esperança transmitido à Nação moçambicana”, descreve-se.