Angola e Cabo Verde destacam importância de “Lu Olo” no processo de consolidação do Estado timorense
A embaixada de Angola em Timor-Leste e o Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, manifestaram consternação com a morte, no último domingo, de Francisco Guterres “Lu Olo”, antigo chefe de Estado timorense, destacando a sua importância na história do país.
Numa carta, enviada à Presidência timorense e ontem divulgada, Angola, através do seu embaixador em Díli, salienta que o legado de “Lu Olo” vai permanecer como “testemunho de coragem, dedicação e compromisso com a liberdade, a democracia e a soberania de Timor-Leste, valores que unem profundamente as nossas nações no seio da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.”
“Que a sua memória e legado inspire as novas gerações e fortaleça os ideais de paz, justiça e desenvolvimento de Timor-Leste”, acrescenta na carta o embaixador de Angola em Timor-Leste, José Andrade de Lemos.
Já o presidente cabo verdeano, José Maria Neves recordou “Lu Olo” como uma “figura incontornável da história” timorense, enquanto “obreiro da construção de um Timor-Leste independente e democrático e defensor da reconciliação, da paz e do desenvolvimento sustentável”.
Recorde-se que Francisco Guterres “Lu Olo”, de 71 anos, que morreu domingo num hospital na Malásia, foi Presidente da República Democrática de Timor-Leste entre 2017 e 2022, tendo também exercido os cargos de presidente da Assembleia Constituinte e do Parlamento Nacional.
Na qualidade de presidente da Assembleia Constituinte, “Lu Olo” proclamou oficialmente a restauração da independência de Timor-Leste em 20 de maio de 2002, e deu posse a Kay Rala Xanana Gusmão como Presidente da República.
O velório de “Lu Olo”, também presidente da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente, começou segunda-feira na sua residência e termina hoje. As cerimónias fúnebres realizam-se sexta-feira.