Primeira-Dama defende estratégias concretas para empoderamento feminino
A Primeira-Dama da República, Ana Dias Lourenço, defendeu quarta-feira, em Bujumbura, no Burundi, a adopção de estratégias concretas para reforçar o empoderamento feminino, com destaque para a garantia do acesso pleno das jovens à educação e a ferramentas de liderança.
Na sua intervenção na 7.ª Edição do Fórum de Mulheres Líderes, na qualidade de vice-presidente da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD, sigla em inglês), Ana Dias Lourenço disse que o objectivo é preparar as jovens para os empregos do futuro e para os desafios da economia verde.
A edição deste ano do Fórum das Mulheres Líderes decorre na capital burundesa sob o lema “Capital Humano e o Empoderamento Feminino como Motores de Resiliência e Transformação”, em simultâneo com o lançamento da campanha “Building Resilience”, promovida pela OAFLAD.
Na ocasião, a Primeira-Dama advogou igualmente a necessidade de se integrar a perspectiva de género nas políticas públicas de mitigação e adaptação às alterações climáticas, através do financiamento de projectos liderados por mulheres rurais e empreendedoras.
Ana Dias Lourenço destacou, igualmente, a importância de fortalecer as redes de cooperação e solidariedade entre as instituições africanas, através da partilha de boas práticas e experiências com resultados comprovados na transformação das comunidades em África.
“Quando educamos uma menina e empoderamos uma mulher, estamos a investir numa gestora de recursos, numa líder comunitária e numa agente de inovação, enfim, numa Nação”, afirmou.
A vice-presidente da OAFLAD acrescentou que o desenvolvimento sustentável depende também da criação de oportunidades de acesso à educação de qualidade, à saúde e à autonomia económica para meninas e mulheres.
Defendeu, por outro lado, a criação de condições que permitam a cada indivíduo desenvolver as suas capacidades e a cada mulher assumir um papel activo na liderança e na transformação das comunidades.
“Nenhum país, nenhuma região e nenhum continente poderá prosperar, deixando o capital das suas meninas e mulheres para trás”, sublinhou, considerando que a resiliência necessária para enfrentar as crises globais depende também da participação, da sabedoria e da capacidade de intervenção das mulheres africanas.
O evento contou com a participação das Primeiras-Damas membros da OAFLAD, dos parceiros das Nações Unidas, da Aliança Global para as Vacinas (GAVI) e da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), entre outros.