Pescado angolano pode ser exportado para o Zimbabwe
Os empresários angolanos, que actuam no sector das Pescas, podem, nos próximos tempos, exportar pescado para o Zimbabwe, com o objectivo de expandir o negócio, gerar divisas e impulsionar as trocas comerciais entre os dois países.
Em entrevista ao Jornal de Angola, o embaixador Baltazar Diogo Cristóvão manifestou a intenção de encontrar, no país, empresários comprometidos com a actividade, para que possam exportar para o mercado do Zimbabwe vários tipos de pescado, como forma de ajudar o país irmão que não tem saída para o mar.
“Vamos trabalhar na possibilidade de encontrarmos em Angola homens de negócios que podem inundar este mercado com pescado. No Zimbabwe, o pescado pouco aparece e Angola, por ter bastante peixe, pode exportar para este país sem dificuldades. A ideia é encontrarmos parceiros ideias para a venda deste produto e do sal”, referiu.
O diplomata disse que, para que o processo de exportação de pescado ao Zimbabwe seja um sucesso, é necessário que as estradas estejam em condições, para que a circulação de camiões seja fluida e sem constrangimentos para os automobilistas que vão transportar o pescado fresco e seco.
Câmara de Comércio
Com o objectivo de impulsionar as trocas comerciais com o Zimbabwe, a Embaixada de Angola está a pensar, num futuro próximo, criar uma Câmara de Comércio para a promoção do desenvolvimento económico dos dois países.
Para Baltazar Diogo, a criação da Câmara de Comércio Angola-Zimbabwe vai dinamizar os investimentos, promover parcerias entre os empresários de ambos os países e visitas constantes das duas partes para a descoberta de novas áreas de negócio.
O diplomata angolano apontou que, para o sucesso de todo este processo, é importante a retoma dos voos da TAAG para o Zimbabwe, como aconteceu no passado, em que era notório ver empresários angolanos e zimbabweanos deslocarem-se de um lado para o outro à procura de oportunidades para investir, sobretudo nos sectores da Agricultura e Turismo.
“Queremos que a nossa companhia de bandeira TAAG retome os voos com o percurso Luanda-Harare e vice-versa, para impulsionar os contactos de negócios. Penso que, com a compra dos novos aviões, a TAAG vai poder expandir os seus voos para vários países do continente. Estamos no Centro-Sul de África e podemos voar para todos os pontos”, disse.