Políticos defendem preservação das conquistas da independência

Líderes de partidos políticos na província do Cunene, defenderam, esta sexta-feira, a necessidade dos angolanos manterem as conquistas alcançadas ao longo dos 48 anos de independência nacional, através da união, reconciliação e do progresso.

Em declaração à ANGOP, a propósito das celebrações dos 48 anos de independência nacional, a assinar-se no dia 11 de Novembro, o antigo segundo-secretário provincial do MPLA no Cunene, Elias Satyiamba, disse que a data deve ser salvaguardada por todos angolanos sem distinção de filiação partidária.

Elias Satyiamba realçou que o 11 de Novembro de 1975, constitui a data mais importante da história de Angola, pelo alcance da liberdade depois de longos anos de subjugação colonial, daí a necessidade da conjugação de esforços para o progresso e desenvolvimento do país.

“Apesar das dificuldades actuais, a independência foi e sempre será a melhor conquista alcançada que devemos defender e consolidar agora em outros domínios, trabalhando para conseguirmos vencer os problemas sociais actuais”, sublinhou.

O político destacou os vários progressos alcançados nos domínios da educação, saúde, formação de quadros e de outras infra-estruturas que de forma paulatina, tem elevado a vida da população angolana.

A título de exemplo apontou que o Cunene hoje transformou-se numa cidade diferente daqueles da antiga Pereira d’ Eça deixada pelos portugueses, onde denota-se vários edifícios que orgulham o seu povo.

Acrescentou que o Executivo tem estado a materializar projectos estruturantes para atenuar os efeitos da seca e acabar com o problema da falta de água, abertura de nova unidade hospitalar que vai reduzir de forma significativa a procura destes serviços no território da Namíbia.

Para o secretário provincial da UNITA, Torga Pangeiko, o 11 de Novembro é uma data de referência histórica que resultou da luta e sacrifícios de angolanos conhecidos e anónimos.

Disse que a essência da data diz respeito a todos angolanos independentemente da filiação política partidária, onde apesar do MPLA ter proclamado a independência, o processo teve a participação dos três movimentos de libertação nacional (MPLA, UNITA e FNLA).

Nesta senda, argumentou a necessidade de mais respeito, reconhecimento e valorização de todos heróis nacionais, mediante a construção do estado democrático e de direito.

Já o secretário provincial do Partido de Renovação Social (PRS) Miguel Ndapewovano, defendeu a maior valorização dos precursores da luta pela independência, sublinhando que graças à coragem e determinação de muitos, o país vive a liberdade.

Segundo o político há necessidade de maior valorização dos precursores da liberdade, ressaltando que a pensão actual de 23 mil é bastante ínfima para valorizar aqueles que derramaram o seu sangue em prol da pátria.

Entretanto, enalteceu a promoção da unidade e coesão nacional, consolidação da democracia, estabilidade económica para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e promoção do desenvolvimento ao longo dos 48 anos da dipanda.

Graças a independência e consolidação da paz, Angola dispõe de mais, escolas, hospitais, aeroporto, habitações, estrada e mais mobilidade de pessoas e bens.

O dirigente reprovou os actos de vandalização dos bens públicos posto a disposição das populações o que retarda o progresso social do país.

A independência de Angola foi proclamada a 11 de Novembro de 1975 pelo primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, no Largo 1° de Maio, em Luanda.

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