PR constata andamento das obras do novo Hospital Oncológico de Luanda
O Presidente da República, João Lourenço, constata, esta sexta-feira, o andamento das obras de construção do novo Hospital Oncológico de Luanda, na zona do Palanca, Kilamba Kiaxi, que visa o reforço da prevenção, diagnóstico e tratamento do cancro.
Durante a visita às obras desta unidade que terá capacidade para 148 camas, o Chefe de Estado, acompanhado da ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, de outros membros do Executivo e de responsáveis da construtora angolana Omatapalo, recebe informações detalhadas sobre o estado de execução da empreitada.
Orçado em 144,2 milhões de dólares norte-americanos, o projecto apresenta actualmente uma execução física de 32 por cento e deverá ser concluído num prazo de 24 meses.
Esta infra-estrutura, a primeira do género no país, está a ser construída numa área total de 31.735 metros quadrados.
O futuro centro hospitalar integra a estratégia do Executivo para reduzir a necessidade de evacuação de pacientes para o exterior do país, garantindo em Angola serviços especializados para o diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas.
O complexo, cujas obras iniciaram em Julho de 2024, contará com um edifício principal de quatro pisos, ocupando uma área de 26.413 metros quadrados.

O rés-do-chão acolherá os serviços de urgência e emergência, consultas ambulatórias, imagiologia e diagnóstico, radioterapia, além de áreas de apoio, como lavandaria, cozinha e gestão de resíduos.
No primeiro piso estarão instaladas a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), a unidade de infusão quimioterápica, o bloco cirúrgico principal, os serviços centrais de esterilização, a medicina nuclear e a oficina de terapia respiratória.
O segundo piso será destinado aos serviços de hematologia, internamento de casos agudos, laboratório clínico, oficina biomédica e farmácia principal, enquanto o terceiro albergará novas áreas de internamento e os serviços administrativos da unidade.
O projecto contempla ainda um edifício auxiliar com morgue, subestação eléctrica, sala de caldeiras, sala de bombas e galerias técnicas, bem como acomodações para médicos, com 26 apartamentos do tipo T1, e residências para estudantes, com capacidade para 28 quartos e um parque de estacionamento para 353 viaturas.
Entre as infra-estruturas complementares constam igualmente uma central de oxigénio e a construção de um edifício de ciclotrão, equipamento fundamental para a produção de radiofármacos utilizados no diagnóstico e tratamento do cancro.
A futura unidade hospitalar está a ser erguida nas proximidades do Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento e integra o programa do Executivo de expansão da rede nacional de infra-estruturas especializadas de saúde.
Vocacionado para o tratamento integral das doenças oncológicas, o hospital deverá disponibilizar serviços de diagnóstico especializado, quimioterapia, radioterapia, cirurgia oncológica e acompanhamento clínico de pacientes com diversos tipos de cancro.
O projecto constitui uma das principais apostas do Executivo para reforçar a resposta nacional às doenças cancerígenas, num contexto de crescente procura por cuidados especializados, complementando a actividade desenvolvida pelo Instituto Angolano de Controlo do Cancro (IACC).
Com a entrada em funcionamento da nova unidade, o Governo prevê melhorar o acesso aos cuidados especializados, aumentar a capacidade de diagnóstico precoce e disponibilizar tratamentos mais avançados no país, contribuindo para o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde na assistência aos pacientes oncológicos.