Três empresas disputam concessão do Corredor do Namibe

As propostas das empresas Africa Finance Corporation, Transcune e Copia Group of Companies, apresentadas no âmbito do Concurso Público para a Concessão do Corredor do Namibe, foram aprovadas esta quinta-feira, em Luanda, num processo que entra na fase de avaliação.

O concurso, que foi lançado pelo Ministério dos Transportes a 5 de Dezembro de 2025, prevê a concessão, por 30 anos prorrogáveis até 50, do direito de exploração, gestão e manutenção do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, incluindo material circulante, oficinas, infra-estruturas e centro de formação.

Em declarações à imprensa, o presidente da Comissão de Avaliação, José Augusto, disse que serão analisados os documentos de habilitação, as propostas técnicas e financeiras, seguindo-se a admissão dos concorrentes.

O responsável salientou que a primeira fase será dedicada à análise dos documentos de habilitação, da proposta técnica e da proposta financeira. Concluída esta avaliação, a Comissão decidirá sobre a admissão ou não dos concorrentes.

Explicou que os dois concorrentes melhor classificados passarão à fase de negociação, podendo melhorar as respectivas propostas. Posteriormente, serão elaborados os relatórios preliminar e final, que conduzirão à adjudicação e assinatura do contrato de concessão.

O projecto contempla, igualmente, a possibilidade de concepção e construção de novos troços, extensões e ramais ferroviários, incluindo futuras ligações à República da Namíbia e, posteriormente, à República da Zâmbia.

Com cerca de 855 quilómetros de extensão, o Corredor do Namibe liga o Caminho-de-Ferro de Moçâmedes ao Porto do Namibe e constitui um eixo considerado estratégico para o escoamento de minérios, rochas ornamentais, produtos agrícolas e outras mercadorias.

Segundo José Augusto, a Comissão de Avaliação “não avançou uma data para a conclusão do processo”, justificando que a duração dependerá da complexidade das fases de análise e negociação.

A concessão do Corredor do Namibe insere-se nas reformas promovidas pelo Executivo angolano para aumentar a participação privada na gestão e modernização de infra-estruturas estratégicas e reforçar a segurança jurídica e o ambiente de negócios.

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