Autoridades angolanas desmantelam centro de mineração de criptomoedas em Luanda

As autoridades angolanas desmantelaram em Luanda um estaleiro clandestino de mineração de criptomoedas, com quase 3.000 processadores, que diariamente renderia três mil dólares, divulgou ontem, terça-feira, dia 17, o Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Numa nota de imprensa, o SIC relatou a existência de um estaleiro clandestino de grandes dimensões que estava a ser equipado para a actividade de mineração ilícita de criptomoedas [moedas virtuais], com uma infraestrutura tecnológica com mais de dois mil processadores específicos para mineração e um poste de transformação de elevada capacidade ligado à rede eléctrica pública.

Em declarações à imprensa, o porta-voz do SIC, Manuel Halaiwa, disse que o local para o exercício da actividade ilícita “foi escolhido a dedo”, frisando que o lugar favorecia por ter energia eléctrica ligada à rede pública. “E também por ser um lugar escondido, onde ninguém tem acesso, para entrarmos aqui temos que passar por duas cancelas com guarnição armada”, afirmou ainda.

Manuel Halaiwa realçou que além dos processadores foram apreendidos cabos, ventoinhas, placas, cinco viaturas usadas no transporte deste material. “Se este material todo fosse aqui colocado e estivesse a funcionar, estamos a falar que esses indivíduos disponibilizavam de valores a rondar, do ponto de vista de lucro, acima dos 3.000 dólares/dia, ou acima de 90 a 100 mil dólares por mês”, disse.

Este é o segundo caso que o SIC divulga este ano, depois do desmantelamento de um centro clandestino de mineração de criptomoedas, com mais de 1.500 processadores, dissimulado no interior de uma fábrica, que operava com dois postos de transformação de energia elétrica da rede pública, no município de Viana.

Nesta operação em questão foram detidos quatro angolanos, encarregados de controlar a infraestrutura liderada por dois cidadãos chineses.

Refira-se que a mineração de criptomoedas é proibida em Angola, com uma lei criada em 2024, que visa proteger o sistema financeiro e a segurança energética angolana.

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