África do Sul anuncia plano de 36.4 milhões de USD para responder à onda de xenofobia
O ministro da Polícia da África do Sul, Firoz Cachalia, anunciou um plano de 36,4 milhões de dólares para responder à onda de violência xenófoba e às ameaças contra cidadãos estrangeiros previstas para hoje, 30 de Junho.
Nos últimos meses, vários cidadãos sul-africanos têm promovido protestos contra migrantes africanos, sobretudo de Moçambique, Malawi, Zâmbia e Zimbabwe. Os actos xenófobos, que se têm repetido, visam sobretudo cidadãos africanos negros.
A discriminação contra cidadãos estrangeiros tem igualmente provocado saques, deslocações forçadas, perseguições e motins mortais em bairros informais.
O movimento anti-imigração ‘March and March’ prevê paralisar o país com uma greve nacional no dia 30 de Junho. O grupo exige a deportação imediata e em massa dos imigrantes em situação ilegal na África do Sul, responsabilizando-os por diversos problemas sociais, entre os quais os elevados níveis de criminalidade e desemprego.
Segundo o ministro, o Serviço de Polícia da África do Sul (SAPS) e o agrupamento Justiça, Prevenção do Crime e Segurança (JCPS) irão monitorizar as redes sociais e ponderam recorrer a drones para vigiar eventuais ameaças contra cidadãos estrangeiros.
“Enquanto JCPS e enquanto país, queremos verificar se podemos partilhar recursos, nomeadamente drones, para detectar bloqueios. Onde existirem meios, estes serão partilhados. O custo do destacamento policial para mitigar potenciais ameaças rondará os 36,4 milhões de dólares”, afirmou.
“Os envolvidos em tentativas de desestabilização devem saber que estamos a actuar no cumprimento da nossa responsabilidade constitucional de garantir a segurança do país”, acrescentou Cachalia.