Vítimas do 27 de Maio enterradas no Benfica

Os restos mortais de José Domingos Fortunato e Geraldo Capamba, duas das seis vítimas exumadas da vala comum no Cemitério da Mulemba, conhecido como Cemitério do 14, em Luanda, foram quarta-feira a enterrar no Campo Santo do Benfica.

A cerimónia fúnebre foi acompanhada por familiares, amigos, representantes da Associação 27 de Maio, membros da Comissão para a Implementação do Plano de Reconciliação em Memória das Vítimas dos Conflitos Políticos (CIVICOP) e cidadãos que se associaram ao momento.

Na homilia, o padre Pedro Lufune destacou a importância da fé cristã perante a dor da perda e da esperança na vida eterna, sublinhando que a cerimónia representava não apenas uma despedida, mas também um acto de dignificação da memória dos falecidos.

Em representação da família de José Domingos Fortunato, o irmão Horácio Fortunato considerou que a Associação 27 de Maio desempenhou um papel fundamental na defesa dos interesses das famílias das vítimas. “Foi uma associação que lutou sem descanso para que o clamor das famílias fosse ouvido”, enfatizou.

Preservação da memória
O consultor do presidente da Associação 27 de Maio, Domingos Kiwata, considerou que a cerimónia representou um momento de elevada importância simbólica para o país. O funeral das restantes vítimas exumadas da vala comum prosseguem nos próximos dias.

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