Polícia sul-africana prende suspeito de incêndio em prédio que matou 77 pessoas

A polícia da província sul-africana de Gauteng deteve um suspeito relacionado com o incêndio que, no ano passado, destruiu um edifício degradado de cinco andares no centro de Joanesburgo, matando 77 pessoas, adiantou na terça-feira a televisão pública sul-africana SABC.

O porta-voz da polícia de Gauteng, Dimakatso Nevhuhlwi, referiu que o suspeito foi detido depois de ter confessado perante a Comissão de Inquérito sobre o incêndio do edifício, e que o homem de 29 anos comparecerá em breve em tribunal sob a acusação de fogo posto, 76 acusações de homicídio e 120 acusações de tentativa de homicídio, segundo a SABC. A causa exacta do incêndio “ainda não foi determinada”, acrescentou a fonte.

O incêndio afectou pessoas vulneráveis do país, ao mesmo tempo que pôs em evidência um problema de longa data relacionado com os edifícios abandonados na África do Sul.

O fogo ocorreu naquilo que é conhecido localmente como um “edifício ocupado” – uma propriedade abandonada pelos senhorios e tomada por gangues ou outros grupos e arrendada principalmente a migrantes e sul-africanos sem meios para pagar outras formas de habitação.

Os edifícios ocupados não cumprem frequentemente as normas básicas de segurança. Na altura, a CNN noticiou que as autoridades locais afirmaram que os apartamentos do edifício, destinados a albergar apenas duas ou três pessoas, estavam divididos em áreas de dormir para acomodar várias dezenas.

Embora a África do Sul já tenha visto incêndios devastarem assentamentos informais, o incêndio de Joanesburgo é amplamente visto como o pior da memória recente.

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