Pai o maratonista Kelvin Kiptum acredita que a morte do filho foi premeditada

No Quénia a consternação e a dor pela morte do recordista mundial da maratona, Kelvin Kiptum, vítima de um acidente de viação, na noite de domingo, em Eldoret, não cessa. Kiptum conduzia o veículo quando se despistou em Elgeyo Marakwet-Ravine, capotando e embatendo numa árvore.

O seu treinador, Gervais Hakizimana, também não resistiu. Entretanto, ontem, o pai do atleta, Samson Cheruiyot, acredita que a morte do filho pode ter sido premeditada, uma vez que algumas pessoas, não identificadas, visitaram a sua casa, há quatro dias, perguntando pelo maratonista: “Houve pessoas que chegaram a nossa casa e não se apresentaram. Disseram que o queriam e agora que isso aconteceu; agora pergunto: que procuravam eles? Que queriam do meu filho? Porque se recusaram a identificar-se? Pedi para eles se identificarem, mas recusaram. Eram quatro pessoas e quando fiz mais perguntas um deles tentou sair do grupo.” E continuou: “Kiptum era o meu único filho e agora ele deixou-nos, a mim, à mãe e aos filhos. No sábado à noite, quando conversámos, ele disse-me que alguém da Golazo [agência que geria a carreira de Kiptum] viria construir uma casa para nós e nos compraria um carro. Disse que sentia que estava em boa forma e pronto para correr a maratona em 1h59 ou 1h58.”
O governador do condado de Uasin Gishu, Jonathan Bii, fez eco do pedido do pai do atleta. “Estamos profundamente tristes com a perda de Kiptum e pedimos à polícia que acelere as investigações para que possamos descobrir o que causou o acidente”, disse Bii à imprensa. O corpo do atleta foi transferido da morgue do Hospital do Autódromo, onde dezenas de atletas e conhecidos vieram despedir-se do amigo, para o Hospital de Eldoret.

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