Oito países prolongam até setembro cortes extraordinários no petróleo

A Arábia Saudita, a Rússia e seis outros países da OPEP que aplicam cortes voluntários adicionais na produção de petróleo tencionam prolongar essas reduções até ao final de Agosto, podendo depois aumentá-las gradualmente.

O anúncio foi feito, este domingo, dia 02, pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), num comunicado onde deu conta dos resultados de uma reunião realizada em Riade pelos ministros do sector daqueles oito países, noticia a agência EFE.

Este comunicado foi feito após a publicação da declaração final da 37.ª conferência ministerial da OPEP+ (OPEP e aliados), na qual foi anunciada a prorrogação da validade das reduções vinculativas dos níveis de produção até 31 de Dezembro de 2025, adotada em 2022 e 2023.

A decisão, que inclui um ajuste para cima de 300 mil barris por dia na quota de produção dos Emirados Árabes Unidos, deixa o limite de produção conjunta de 19 dos 22 países da aliança em um total de 39,72 milhões de barris por dia (mbd). Todos exceto Venezuela, Irão e Líbia.

Esses limites não incluem os cortes adicionais e voluntários que a Arábia Saudita, a Rússia, o Iraque, o Cazaquistão, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait, Omã e Argélia aplicaram desde novembro passado e que deveriam expirar no final deste mês.

“Estes países prolongarão os seus cortes voluntários adicionais de 2,2 mbd, anunciados em Novembro de 2023, até ao final de Setembro de 2024. Depois, o corte de 2,2 mbd será eliminado gradualmente, mensalmente, até ao final de Setembro de 2025, de acordo com a tabela”, explica o comunicado.

A nota é acompanhada por uma tabela que detalha os aumentos mensais, “muito moderados”, com os quais cada país devolveria ao mercado os barris retirados através de cortes voluntários.

“Esse aumento mensal pode ser interrompido ou revertido, dependendo das condições do mercado”, sublinha a OPEP.

Desde Outubro de 2022, a aliança responsável por quase 40% do fornecimento global de petróleo bruto reduziu os seus fornecimentos num total de 5,86 mbd, quase 6% da procura mundial, para segurar os preços do petróleo bruto.

Desse corte total, 3,66 mbd, que expiravam no final deste ano, mantêm-se até 31 de Dezembro de 2025, de acordo com a prorrogação da sua validade por um ano ontem decidida na conferência ministerial.

A estes soma-se os 2,2 mbd de cortes voluntários que se mantêm até ao final do próximo mês de Agosto, estando o seu cancelamento gradual, a partir de Setembro, sujeito à evolução dos mercados mundiais de petróleo bruto.

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