Namíbia é cada vez mais player de minerais críticos
A Namíbia está a emergir como uma das mais dinâmicas fronteiras de prospecção em África, após receber mais de 800 novos pedidos de licenças, numa altura em que os investidores aceleram os esforços para expandir os seus portefólios de produção mineral, impulsionados pelo aumento da procura global por minerais críticos.
Segundo a comissária de Minas da Namíbia, Isabella Chirchir, citada pela Africa Press Agency, o país da África Austral está a reformar o seu sistema de licenciamento com vista a acelerar as aprovações e atrair mais investimento.
A responsável afirmou que estão a ser implementadas plataformas digitais para eliminar atrasos acumulados e melhorar a eficiência regulatória, existindo actualmente mais de 600 pedidos ambientais pendentes, além dos mais de 800 novos pedidos de prospecção.
A Namíbia dispõe já de 588 licenças activas de prospecção e procura posicionar-se para expandir para além do urânio e dos diamantes, transformando-se num pólo mais abrangente de minerais críticos.
De acordo com os organizadores da próxima Semana Africana de Mineração, o país está entre vários governos africanos que estão a promover a prospecção em áreas inexploradas (greenfield) para impulsionar o crescimento industrial, criar emprego e diversificar economias historicamente dependentes da exportação de matérias-primas minerais.
A África do Sul atribuiu 358 novos direitos de prospecção no ano passado, procurando sustentar a sua posição dominante nos metais do grupo da platina e aumentar a produção de ouro, minério de ferro, crómio e manganês.
O Governo do Presidente Cyril Ramaphosa afectou igualmente cerca de 124 milhões de dólares para apoiar mineiros de pequena escala em 2025, com planos ainda de mobilizar 119,1 mil milhões de dólares em investimento no sector de minerais críticos, incluindo a exploração de vastos depósitos de minério de ferro ainda inexplorados.
Já o Gana, principal produtor de ouro em África, conta com mais de 90 projectos activos de prospecção e atraiu mais de 20 mil milhões de dólares em investimento mineiro nos últimos dois anos.
O ministro das Terras e Recursos Naturais, Emmanuel Armah-Kofi Buah, declarou que o país está a promover novas descobertas de bauxite, manganês, minério de ferro, cobalto e níquel, de forma a apoiar a transição energética global.