FMI aprova quarta e quinta revisões do programa de ajustamento na Guiné-Bissau

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou esta terça-feira, dia 12, a nível técnico, a quarta e quinta revisões do programa de ajustamento na Guiné-Bissau, o que deverá permitir o desembolso de 8,2 milhões de dólares já no mês de Maio.

“O corpo técnico do FMI e as autoridades da Guiné-Bissau chegaram a acordo técnico sobre as políticas económicas que poderão sustentar a quarta e quinta revisões do Programa de Financiamento Ampliado; quando a revisão for aprovada pela direção do FMI, a Guiné-Bissau terá acesso a mais 8,2 milhões de dólares”, lê-se num comunicado citado pela agência Lusa.

Na avaliação do programa que está em curso desde 30 de Janeiro do ano passado, num total de quase 38 milhões de dólares, entretanto aumentado para cerca de 47 milhões, o FMI salienta que “o desempenho foi mais fraco do que o esperado, refletindo um ambiente económico e sociopolítico difícil”, que se traduz também “num progresso da agenda de reformas com alguns atrasos.”

O Governo, diz o FMI, está “firmemente empenhado na concretização das políticas que sustentaram o programa apoiado pelo FMI”, num contexto em que “os desafios pela frente são significativos, e o contínuo apoio dos parceiros internacionais é crucial.”

No final da visita virtual que decorreu desde o final de Fevereiro até segunda-feira, o chefe da missão, Jose Gijon, afirmou que, “doravante, as autoridades enfrentam riscos importantes de curto prazo, incluindo os desafios na implementação das políticas devido ao clima desafiante sociopolítico e a limitações na capacidade”, pelo que “melhorar a mobilização de recursos internos e fortalecer os controlos da despesa serão fundamentais para apoiar a consolidação orçamental e colocar a dívida pública numa firme trajetória descendente.”

Para além disso, concluem, “as autoridades da Guiné-Bissau devem fazer esforços para mitigar os riscos orçamentais que surgem das empresas públicas, melhorar a gestão financeira e da dívida, e melhorar a governação”, com a estabilidade política e o apoio internacional a terem um papel crucial.

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