Bancos centrais africanos irão reduzir as taxas de juros, diz Bloomberg

Os bancos centrais das principais economias africanas estão a preparar-se para seguir a tendência de outros mercados emergentes e, nas próximas semanas, reduzir as taxas de juro onde as pressões inflacionistas estão a diminuir, refere a agência de rating Bloomberg. Nos países onde o cenário económico permanece incerto, os bancos deverão manter uma posição vigilante.

Para muitos desses bancos, esta será a primeira reunião de definição de taxas desde que os Estados Unidos da América (EUA) impuseram uma tarifa universal de 10% sobre todas as importações. Essa medida, que encarece os produtos estrangeiros, tem impacto global e gerou incerteza nos mercados internacionais, incluindo nos africanos.

Além dessa tarifa generalizada, Washington aplicou uma taxa de 145% especificamente sobre produtos provenientes da China. A China é o maior parceiro comercial de África, e qualquer mudança na sua relação com os EUA pode afectar directamente as economias africanas.

Mais recentemente, os EUA decidiram reduzir essa taxa aplicada à China para 30%, mas apenas por um período provisório de 90 dias. Esta decisão oferece algum alívio aos mercados, mas não elimina o clima de incerteza no comércio internacional.

Neste contexto, os bancos centrais africanos precisam de equilibrar as suas respostas à inflação interna com os efeitos da instabilidade provocada pelas medidas comerciais dos EUA. A prioridade será agir com prudência, ajustando as políticas às realidades económicas de cada país.

Assim, os bancos centrais deverão optar por reduzir as taxas de juro nos casos em que a inflação esteja a recuar ou manter-se atentos nas situações em que o rumo económico ainda não está claramente definido.

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