Ataques a quartéis e prisões na Serra Leoa foram uma tentativa de golpe de Estado, diz Governo

A série de ataques a quartéis militares e prisões na Serra Leoa durante o último fim de semana foi uma tentativa falhada de golpe de Estado, de acordo com a polícia e funcionários do governo deste país da África Ocidental.

O Ministro da Informação, Chernor Bah, afirmou que 13 militares e um civil foram detidos na sequência dos incidentes. “O ataque foi uma tentativa falhada de golpe de Estado. A intenção era subverter e derrubar ilegalmente um governo democraticamente eleito”, afirmou Bah, ontem terça-feira, dia 28. E acrescentou: “A tentativa falhou e muitos dos líderes estão sob custódia policial ou em fuga. Vamos tentar capturá-los e levá-los à barra do tribunal.”

O diretor-geral da polícia disse que a tentativa de golpe “fracassou nas primeiras horas do dia 26 de Novembro”. William Fayia Sellu disse aos jornalistas que “um grupo de pessoas” tinha tentado “destituir” ilegalmente o governo pela força.

A polícia publicou fotografias de 32 homens e duas mulheres que, segundo a corporação, estão a ser procurados por estarem ligados à intentona. Entre eles encontram-se soldados e polícias no activo e na reserva, bem como alguns civis.

As autoridades governamentais afirmaram que pelo menos 20 pessoas foram mortas nos ataques e que cerca de 2.200 pessoas também fugiram das prisões assaltadas.

No domingo, em declarações à televisão nacional, o Presidente do país, Julius Maada Bio, afirmou que “a maioria dos líderes” do ataque tinha sido detida e que o governo continuaria a perseguir os restantes.

A tensão mantém-se em Freetown, onde surgiram postos de controlo e as escolas e os bancos permanecem encerrados, estando em vigor um recolher obrigatório desde o anoitecer até ao amanhecer.

A tensão na Serra Leoa têm vindo a crescer desde as eleições de Junho fortemente contestadas pela oposição. Nelas o Presidente Bio foi reeleito, apesar das preocupações dos observadores da União Europeia e dos funcionários dos Estados Unidos quanto à transparência do acto eleitoral.

Samura Kamara, candidato do Congresso de Todo o Povo (APC), na oposição, rejeitou os resultados e afirmou que as eleições não tinham sido credíveis.

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