Angola: história e continuidade política sob a bandeira da energia

Os resultados das eleições deste ano marcaram a continuidade e levaram a população a reconfirmar o líder que, nos últimos anos, transformou o país numa referência nos mercados energéticos, por exemplo.

Angola é um dos Estados mais emergentes da África Austral. Actualmente, é a terceira maior economia do continente africano, com o PIB a crescer a uma taxa média de 8% a partir de 2002, embora tenha caído desde 2014.

Juntamente com a Namíbia e a Zâmbia, o país é considerado um dos destinos energéticos emergentes da África Austral, capaz de sobreviver ao mau tempo constante e às feridas profundas causadas pela guerra civil. O crescimento económico de Angola é, como resultado, um “milagre africano” em alguns aspectos, alcançado graças ao seu vasto potencial energético, especialmente no sector hidroeléctrico.

A principal capacidade de Luanda e de toda a população angolana foi sempre a de renascer para sobreviver: o peso das escolhas cruciais e decisivas em áreas como as telecomunicações e saúde, especialmente para a população jovem, recai agora nas mãos do actual regime de João Lourenço.

Os resultados das eleições deste ano marcaram a continuidade e levaram a população a reconfirmar o líder que, nos últimos anos, transformou o país numa referência nos mercados energéticos, por exemplo. Apesar de Angola ainda ter uma das taxas de mortalidade infantil mais elevadas do mundo, Angola caracteriza-se por uma taxa de fecundidade muito elevada e por uma grande parte de população jovem – entre os 18 e os 26 anos.

O cenário demográfico, certamente, teve impacto no resultado das eleições, desde a promessa de novos empregos, à abertura do país a novos mercados. O Presidente angolano tem tido como pilares a continuidade e estabilidade – segundo Lourenço, a liberalização económica do país só pode ser alcançada com o apoio de toda a população, especialmente do sector privado, ao qual serão atribuídos fundos e recursos destinados à empregar a maioria dos jovens angolanos.

Angola é hoje um dos países líderes na África Austral devido ao seu papel globalmente reconhecido como um player no sector energético, poder de mineração em expansão e como um pacificador no continente.

Num mundo dominado pelas consequências do conflito russo-ucraniano do ponto de vista energético, Angola representa um dos destinos mais estáveis e seguros para os investimentos energéticos.

Luanda continua a ser o segundo maior produtor de petróleo da África Subsariana, destinado a tornar-se no maior produtor de petróleo bruto da África Austral, mas os investimentos e a estratégia nacional não se limitam aos combustíveis fósseis. As energias renováveis estão no centro do plano nacional de energia que visa propor um mix de recursos que permitam ao país sentar-se à mesa com as maiores potências mundiais.

São inúmeras as empresas internacionais que operam ao longo das costas do país: Total, Exxon-Mobil e Somoil são algumas das protagonistas, cujas actividades de produção, armazenamento de hidrocarbonetos offshore estão entre as mais avançadas e sustentáveis actualmente.

Nos últimos anos, os incentivos fiscais e regulatórios favoreceram a internacionalização do país que parece ser uma das nações que mais reduziu sua pegada de carbono, também graças a uma das melhores exposições solares no continente africano, como a vizinha Namíbia. Além disso, a presença de numerosos rios permitiu que Angola se tornasse uma potência na energia hidroeléctrica, um recurso que será cada vez mais explorado nos próximos anos.

Da mesma forma, o trabalho de desminagem profunda e direccionado, especialmente nas províncias do leste, permitiu que várias comunidades locais se restabelecessem e se desenvolvessem. No passado, a maioria dos projectos que envolviam a criação de novas infraestruturas foram paralisados devido ao grande número de engenhos explosivos. Hoje, a agricultura, a construção e o turismo angolanos recomeçaram a todo o vapor, seguindo as promessas eleitorais do governo de João Lourenço.

Angola é, sem dúvida, um país emergente com uma elevada taxa de crescimento, dotado de grandes recursos naturais e minerais. As mudanças no sistema judicial, o combate à corrupção e o fim do desperdício de recursos públicos garantem um futuro brilhante para o país, que tem um dos maiores potenciais naturais da África Austral.

Com novas parecerias e a abertura a novos mercados é seguro dizer que Angola prospera na continuidade e o futuro dos angolanos deve necessariamente ser sustentável, seguro, inclusivo e próspero.

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