Angola e RDC reforçam cooperação energética

Os Governos de Angola e a República Democrática do Congo (RDC) decidiram reforçar a cooperação energética com a construção de linhas de transporte de energia eléctrica numa extensão de mais de 1400 quilómetros, anunciou, ontem, quinta-feira, dia 14, o ministro congolês dos Recursos Hídricos, Molendo Sakombi.

De acordo com uma notícia avançada pela agência Lusa, Sakombi falava em Luanda, à saída de uma audiência com o Presidente angolano, João Lourenço. Segundo o responsável congolês, a primeira linha deve partir da província angolana de Malanje para a RDC e a segunda linha de electricidade da cidade angolana do Soyo até ao Complexo Hidroeléctrico do Inga, na RDC.

“Nós queremos, de facto, comprar energia a partir de Angola e transmiti-la para a RDC numa extensão de 1450 quilómetros; a energia poderá sair de Malanje, passando por Dilolo, até chegar ao nosso país, e esta poderá ajudar as nossas empresas e as nossas populações a beneficiarem deste bem que Angola tem”, disse o governante.

Molendo Sakombi realçou que o projecto visa a aquisição de mais de dois mil megawatts de energia eléctrica de Angola, uma vez que o complexo do Inga ainda “não está definitivamente funcional. Daí que pensamos em adquirir a energia a um país irmão para podermos, de facto, fornecer às nossas populações e empresas”, frisou, citado pela imprensa angolana.

O governante congolês considerou igualmente que o projecto deverá alavancar as economias dos dois países e de toda a região, tratando-se de uma linha internacional, admitindo que o investimento deve ascender a centenas de milhões de dólares.

A iniciativa visa responder “às necessidades imediatas” da população congolesa, estimada em cerca de 100 milhões de habitantes, enquanto decorre o desenvolvimento do Complexo Hidroeléctrico do Inga, referiu Sakombi, citado pela agência Angola Press.

Segundo o ministro congolês, o Presidente angolano declarou o seu aval à iniciativa, tendo adiantado que, após a apresentação do relatório ao Presidente da RDC, Félix Tshisekedi, serão acelerados estudos técnicos para a conclusão da primeira linha dentro de 18 meses.

João Lourenço recebeu ainda ontem, quinta-feira, dia 14, em audiência, Sumbu Sita Mambu, alto representante do Presidente da RDC, que foi portador de uma mensagem escrita de Tshisekedi.

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