Angola concessiona à Sogester Terminais de Cabinda e Soyo por 20 anos

O Governo angolano assinou, na passada segunda-feira, dia 27, em Luanda, os contratos de concessão dos terminais marítimo de Cabinda e fluvial do Soyo à Sociedade Gestora de Terminais (Sogester), por um prazo de 20 anos.

As concessões resultam de um concurso público internacional lançado em 2025, ao qual se candidataram seis empresas, segundo foi divulgado na altura, visando transferir a gestão e exploração dos terminais para operadores privados com comprovada capacidade técnica e financeira.

O acto foi presidido pelo secretário de Estado para a aviação civil, marítima e portuária, Adilson Catala, que afirmou, na cerimónia, que a concessão “representa um avanço concreto na transformação do sector”, segundo um comunicado de imprensa, a que a agência Lusa teve acesso.

Os terminais concessionados desempenham um papel central na integração socioeconómica das províncias de Cabinda e do Zaire (norte de Angola).

O Porto de Cabinda, inaugurado em 2021, tem capacidade para movimentar mais de 100 mil passageiros por ano. O Porto do Soyo, inaugurado em 2022, reduziu o tempo de ligação marítima entre as duas localidades de cerca de 24 horas para aproximadamente duas horas.

O Executivo prevê que as concessões, cujo valor não foi divulgado na nota de imprensa, resultem em maior eficiência operacional, redução dos custos logísticos e dinamização da cabotagem face ao transporte rodoviário e aéreo.

A Sogester — Sociedade Gestora de Terminais, S.A. foi constituída como joint venture entre a APM Terminals, subsidiária do grupo dinamarquês Maersk, e a Gestão de Fundos de Angola (GFA), ligado à GEFI, alegado braço empresarial do MPLA, partido no poder em Angola.

A APM Terminals alienou a sua participação de 51% no final de 2022, não tendo sido divulgado publicamente o comprador. A actual composição accionista não está disponível no site da empresa.

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