Sector bancário angolano transmite actualmente mais confiança, assegura responsável do governo

O secretário de Estado das Finanças e Tesouro angolano, Ottoniel dos Santos, considerou, na última sexta-feira, dia 17, que o “verdadeiro teste” para o sector bancário angolano não é o número de bancos correspondentes, mas garantir que a “confiança se traduz em mais investimento”.

O governante discursava na abertura do XVI Fórum Banca, iniciativa do jornal Expansão, subordinado ao tema “A Internacionalização da Banca no Mercado de Capitais e o Regresso dos Correspondentes: Desafios e Oportunidades”.

“O verdadeiro teste será saber se essa nova confiança se traduz em mais investimento, mais empresas competitivas, mais emprego qualificado e melhores oportunidades para os angolanos. Esse é, afinal, o propósito maior de qualquer sistema financeiro: servir a economia para melhorar a vida das pessoas”, afirmou o responsável.

Um banco correspondente é uma instituição financeira que presta serviços a outro banco situado noutro país, permitindo-lhe efectuar operações numa moeda ou num mercado onde não dispõe de presença própria.

Desde 2025, dois bancos internacionais, o norte-americano JPMorgan e o alemão Deutsche Bank, restabeleceram relações de correspondência bancária directa com instituições bancárias angolanas.

Segundo Ottoniel dos Santos, o maior activo em discussão “não são apenas as infra-estruturas financeiras nem as relações de correspondência bancária”, mas a confiança, “porque é sobre ela que se constroem os mercados, se mobiliza investimento e se financia o desenvolvimento”.

O tema escolhido é actual, acrescentou o secretário de Estado, frisando que falar da internacionalização da banca e do regresso dos bancos correspondentes “é, na realidade, falar da crescente integração de Angola na economia mundial”.

“Nos últimos anos, o debate centrou-se na perda das relações de correspondência bancária, nas dificuldades de acesso aos mercados financeiros internacionais e nos constrangimentos daí decorrentes para empresas, investidores e cidadãos”, lembrou.

Ottoniel dos Santos destacou que Angola tem assistido ao restabelecimento gradual dessas relações e ao interesse crescente de instituições financeiras internacionais em reforçar a sua presença junto da banca angolana. Esta evolução, adiantou o secretário de Estado das Finanças e Tesouro, resulta de um percurso exigente de reformas, do reforço dos mecanismos de supervisão, da melhoria dos padrões de conformidade, do combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, do fortalecimento das instituições e da consolidação da estabilidade macroeconómica.

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