Presidente angolano autoriza 61 Milhões de euros para reconstruções pós cheias
Presidente angolano autorizou uma contratação de emergência para construir e reabilitar 1392 casas para famílias sinistradas pelas cheias de Benguela, no valor de 61 milhões de euros, segundo um despacho citado pela agência Lusa.
O despacho autoriza um procedimento de contratação emergencial, que permite o convite directo a empresas, sem necessidade de concurso público, para a construção de 932 novas habitações sociais e a reabilitação de 460 casas, incluindo as respectivas infra-estruturas básicas de abastecimento de água e energia, a um custo médio de cerca de 44 mil euros por habitação.
O diploma justifica a decisão com as chuvas “de elevada intensidade e persistência” que assolaram severamente a província de Benguela, causando “enormes prejuízos materiais, sociais e económicos” à população afectada.
Invoca ainda a existência de um “elevado número de agregados familiares desalojados e em situação de elevada vulnerabilidade social, sem condições mínimas de segurança, salubridade e habitabilidade”, sujeitos a riscos sanitários, sublinhando a “necessidade imperiosa e inadiável de uma intervenção imediata” para o reassentamento definitivo destas famílias.
As obras surgem como resposta às cheias de 12 de Abril de 2026, provocadas pelo rompimento de um dique no rio Cavaco, que inundou vários bairros da cidade de Benguela, provocando 19 mortos e 31 desaparecidos, além de terem deixado mais de 8 mil famílias desalojadas.
Este é o segundo pacote de resposta habitacional para Benguela, depois de, em Maio, terem sido aprovados 343 milhões de euros para obras de reconstrução, contenção de cheias e construção de 725 habitações sociais.