Governo de Benguela avalia danos das enchentes

Aumentou para cerca de oito mil pessoas o número de desalojados resultante do transbordo do rio Cavaco, anunciou, terça-feira, o governador de Benguela, Manuel Nunes Júnior.

O governante fez este pronunciamento no fim da visita efectuada às obras de reposição dos diques no bairro da Seta e aos centros de acolhimento do Campismo Novo e do Campismo Antigo, nos municípios de Benguela e Navegantes.

Segundo o gestor provincial de Benguela, as famílias afectadas ficaram sem os seus haveres, mas o Executivo está a prestar toda a assistência necessária para que a população não passe tantas necessidades.

As oito mil pessoas, explicou, estão divididas em quatro mil para cada centro de acolhimento do Campismo Velho e do Campismo Novo. Muitas dessas pessoas, prosseguiu, perderam as suas casas, num total de 451 habitações, enquanto outras têm as residências inundadas.

Segundo o governador, o centro de acolhimento do Campismo Velho foi o primeiro a ser criado, tendo em conta que as inundações começaram no domingo, o que obrigou, posteriormente, à criação de um segundo centro. Mas até agora, o Centro de Acolhimento do Campismo Velho apresenta melhor organização.

O novo centro, reconheceu, precisou de maior organização, destacando a existência de um centro médico no primeiro, além das casas de banho já construídas.

Manuel Nunes Júnior deu a conhecer que estão a ser montadas latrinas com algum nível de estruturação, para garantir condições condignas às famílias, apesar das circunstâncias. Relativamente às vítimas mortais, o governador disse que, até às 15h00 de ontem, estavam registadas 18 mortes e mais de 3.300 pessoas resgatadas.

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