Inaugurada em Luanda escola orçada em 3,5 milhões de USD

O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Pedro Azevedo, inaugurou ontem, segunda-feira, dia 9, em Luanda, uma escola do primeiro ciclo do ensino secundário, num investimento de 3,5 milhões de dólares, divulgaram as autoridades angolanas.

A infra-estrutura, construída numa área de cerca de 4500 metros quadrados, localizada no município dos Mulenvos, bairro Caop-A, província de Luanda, foi financiada pela Sonangol Serviços Integrados de Logística (Sonils) e pela Sonangol, petrolífera estatal.

Numa nota, o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás avança que a escola dispõe de 20 salas de aula, um bloco administrativo, posto de primeiros socorros, campo de recreio, áreas técnicas essenciais, com capacidade para acolher perto de 1800 alunos, em três turnos de aulas, “contribuindo para reduzir o défice de acesso à educação na região.”

Na sua intervenção, Diamantino Azevedo, citado na nota, afirmou que o sector vai continuar a contribuir para melhorias da condição social do país. “Temos um programa ambicioso em colaboração com o Governo da província de Luanda. Vamos construir mais escolas para dar o nosso humilde contributo a esta situação muito complexa do país e de Luanda em particular”, referiu.

Há um mês, o Presidente angolano reconheceu que a taxa de crianças fora do sistema de ensino em Angola “é alta” por insuficiência de escolas devido à pressão demográfica, que “é grande”.

O Recenseamento Geral da População e Habitação de 2024 indica que aproximadamente 4,5 milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 18 anos, estão fora do sistema de ensino, sendo a faixa etária dos 5 aos 11 anos a mais afectada, com cerca de 2,4 milhões de crianças.

Em 2025, a ministra da Educação na altura, Luísa Grilo, apontou um défice de mais de 2500 escolas em todo o país, número necessário para diminuir a quantidade de alunos a estudarem em condições precárias e a entrada de novos alunos para o sistema de ensino.

As autoridades angolanas indicaram, em 2024, que só Luanda, capital de Angola, apresentava uma necessidade de 1200 escolas até 2027.

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