Um milhão de raparigas vacinadas contra o cancro do colo do útero
Cerca de um milhão de raparigas, dos nove aos 12 anos, foram imunizadas em todo o país, durante a primeira fase da campanha de vacinação contra o cancro do colo do útero, que terminou no dia 7 deste mês , informou, quarta-feira, em Luanda, a directora nacional de Saúde Pública.
Em declarações à imprensa, Helga Freitas disse que a campanha de imunização teve como foco as escolas do primeiro ciclo do ensino público e privado espalhadas pelo país.
A responsável agradeceu o empenho de todos os envolvidos durante a primeira fase do processo, concretamente equipas de Saúde, Educação, voluntários, pais e educadores, que tudo fizeram para garantir que as suas filhas fossem vacinadas, contribuindo, assim, para um futuro livre da doença.
A directora reconheceu que a campanha é complexa e que exige o empenho de todos e uma logística grande, sendo que as chuvas em algumas províncias do país têm dificultado a conclusão do processo das equipas no terreno.
“Por esta razão, o Executivo decidiu estender por mais sete dias, ou seja, até ao dia 20 de Novembro, em todo o país, a campanha de vacinação, para permitir que as meninas que ainda não foram vacinadas sejam abrangidas, para que ninguém fique de fora do processo”, informou.
A especialista em Saúde Pública garantiu que em alguns municípios a meta já foi atingida, mas nas localidades onde ainda não se alcançou o objectivo, pede-se aos pais que adiram em massa, porque a vacina é segura e não provoca qualquer problema de saúde.
Segundo Helga Freitas, citada pelo jornal de Angola, já foram vacinadas contra o cancro do colo do útero mais de 500 milhões de meninas em 130 países de todos os continentes.
“Angola teve de esperar 16 anos para introduzir a vacina no Sistema Nacional de Saúde, devido ao esforço do Governo para mobilizar recursos e abraçar a causa de eliminar o cancro do colo do útero até 2050”, frisou.
A campanha, disse, é feita através de uma dose única de Cecolin, sendo realizada nas escolas, com equipas de Saúde a trabalhar em colaboração com professores e educadores, incluindo equipas móveis, que se deslocam às zonas mais remotas, assim como em unidades sanitárias identificadas para administrar a vacina.
No ano em que Angola acaba de celebrar o 50.º aniversário da Independência Nacional, sublinhou, o momento tem um profundo significado, pois constitui a reafirmação do compromisso do Executivo com um futuro saudável das meninas.