TAAG toma medidas para reforçar sustentabilidade financeira

A Transportadora Aérea Angolana (TAAG) anunciou na última sexta-feira, dia 27, a suspensão temporária de contratações, promoções e outras despesas. A medida integra um conjunto de decisões imediatas de controlo de custos e visa reforçar a sustentabilidade financeira da companhia, num período de pressão sobre os resultados.

De acordo com um comunicado, a que a agência Lusa teve acesso, as decisões enquadram-se no programa de transformação e reestruturação em curso. O objectivo é “reforçar a disciplina de custos e assegurar a sustentabilidade financeira da companhia, garantindo que cada recurso é utilizado com responsabilidade”, salientando a gestão rigorosa dos meios disponíveis.

Entre as medidas adoptadas está a suspensão temporária de contratações externas e promoções. Está igualmente previsto um “controlo rigoroso de despesas e viagens de serviço”, bem como restrições temporárias nos incentivos aos clientes e na aquisição de bens e serviços.

Apesar do alcance das decisões, a companhia assegurou que estas “não afectam a segurança operacional, a manutenção de aeronaves, nem a disponibilização de tripulação de cabine e ‘cockpit’, que permanecem plenamente garantidas”. Assim, a TAAG pretende manter a fiabilidade e continuidade dos serviços prestados.

De acordo com a empresa, a implementação destas medidas procura proteger os resultados financeiros e aumentar a eficiência operacional. O plano insere-se numa estratégia mais ampla de preparação para uma recuperação sustentável a médio e longo prazo.

Noutro desenvolvimento, o presidente do Conselho de Administração da companhia, Clóvis Lara Rosa, afirmou que “estas medidas temporárias” são necessárias para reforçar a estabilidade financeira da TAAG e salvaguardar os colaboradores, sublinhando o carácter preventivo das decisões agora tomadas.

A TAAG registou um prejuízo de 134,4 milhões de euros em 2024, tendo agravado as perdas face ao ano anterior. Apresentava, na altura, capitais próprios negativos de 31,5 milhões de euros, segundo o último relatório e contas.

O documento refere ainda que a empresa necessita do apoio do Estado angolano, tendo beneficiado de obrigações do tesouro no valor de 84,6 milhões de euros para apoiar a recapitalização e assegurar a continuidade das operações.

Notícias relacionadas
Comentários
Loading...