Pescadores do Namibe beneficiam de crédito
Um total de trinta e uma cooperativas inscritas, até ao momento, na Associação Provincial de Pesca Artesanal do Namibe vão ser beneficiadas com um crédito global de 250 milhões de kwanzas disponibilizados esta semana pelo Banco Millennium Atlântico.
De acordo com o presidente da Associação Provincial de Cooperativas de Pesca Artesanal, José Vata, aqueles já com a documentação completa vão poder beneficiar mais rapidamente do apoio para a dinamização das respectivas actividades.
“Daqui para frente vamos fazer chegar os outros documentos junto do banco para a abertura de contas e assim fazer-se o processo do crédito, com o qual pretendemos comprar equipamentos precisos e, com isso, aumentarmos as capturas da nossa actividade”, disse José Vata.
Baixas capturas
Os associados vão, doravante, aguardar a benevolência do Banco, porque cada uma dessas 31 cooperativas com seu projecto e tem na manga o que e como pretende e onde vão aplicar o montante a vir a ser eventualmente disponibilizado pela entidade credora, apesar de que, “realmente onde se aplica é mesmo no mar”. E a Associação de Pesca Artesanal, de cordo com José Vata, fez esse acordo, para poder acompanhar o processo ou actividade destas cooperativas, com o crédito que vão receber.
Durante o primeiro trimestre do corrente não houve boas capturas, segundo revelou a nossa fonte, em função da água doce que entraram no mar e “não facilitavam”, com excepção do pescado da cavala que neste último trimestre saldou-se em “quantidades boas”, na razão de 700 quilogramas por cada embarcação (só dos associados) e cachucho, no geral, mais de três mil toneladas.
O programa de financiamento é denominado “Malembe Malembe” (que traduzido do português significa “vamos devagar, para depois podermos ir mais longe”). Está assente no Aviso 10/22 do Banco Nacional de Angola (BNA). Pretende-se também capacitar técnica e financeiramente a Associação de Pesca Artesanal da província do Namibe. O protocolo firmado, na quarta-feira, tem um limite inicial de um milhão de kwanzas e o máximo por operação de 20 milhões, uma taxa bonificada de 7.5% e prazos de 120 meses.