Pelo menos 484 pessoas morreram de cólera em África este ano

Pelo menos 484 pessoas morreram de cólera este ano em África, onde foram reportados quase 18.500 casos suspeitos e 5.300 casos confirmados, anunciou ontem, quinta-feira, dia 19, a agência de saúde da União Africana (UA).

Desde o início deste ano, 14 países membros reportaram casos de cólera e 59% dos casos globais de cólera são em África”, disse o director-adjunto de incidentes do Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (Africa CDC), durante a conferência de imprensa semanal ‘online’.
“Com uma taxa de letalidade aguda de 2,03%, considerando as 484 mortes, este número é bastante elevado, e estamos a tentar reduzi-lo para pelo menos 1%”, acrescentou Yap Boum.
Entre os países mais afectados estão a República Democrática do Congo (RDC), o Sudão do Sul e a Nigéria.
Boum sublinhou que a agência africana de saúde está a monitorizar o Sudão, após a declaração do fim do surto de cólera a 5 de Março, para evitar ressurgimentos como os observados no Ruanda e no Zimbabwe.
“Para já, estamos a monitorizar a situação para ver como podem implementar a avaliação pós-surto, identificar as lições aprendidas e como isso pode contribuir para o plano de eliminação da cólera em todo o continente até 2030”, afirmou Boum.
Recorde-se que no ano passado, o continente africano ultrapassou o recorde de infecções por cólera registado em 2024, com aproximadamente 262.300 casos confirmados e 5.900 mortes devido à doença.
A cólera é uma doença diarreica aguda sendo causada pela ingestão de alimentos ou água contaminados com a bactéria ‘vibrio cholerae’ e está principalmente associada a um saneamento básico deficiente e a um acesso limitado a água potável. Embora seja uma doença tratável que afecta crianças e adultos, a cólera pode ser fatal se não for tratada prontamente.

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