Países Baixos pretendem alargar cooperação ao sector das Águas

Angola e o Reino dos Países Baixos pretendem aprofundar a cooperação com a exploração de novas áreas, com realce para as águas, biodiversidade e alterações climáticas, uma aposta que inclui, igualmente, o estabelecimento de relações entre as universidades públicas dos dois Estados.

A informação foi avançada, esta terça-feira, em Luanda, pela embaixadora do Reino dos Países Baixos em Angola, Henny Vries, à saída de uma audiência com a Vice-Presidente da República, Esperança da Costa.

Em declarações à imprensa, Henny Vries falou da intenção de reforçar a cooperação na área da Agricultura e de uma maior aposta dos dois Estados no sector das Águas, onde o Reino dos Países Baixos (Holanda) tem uma vasta experiência na distribuição, gestão de diques e no uso de tecnologias inovadoras que podem ser aplicadas no sector de Energia e Águas do país.

Entre outros projectos, a diplomata destacou a Plataforma Agro-Logística, que está a ser desenvolvida no município da Caála, província do Huambo, em parceria com o Ministério dos Transportes de Angola, no âmbito do Corredor do Lobito.

Para impulsionar a transição energética no país, a embaixadora Henny Vries indicou a criação de cadeias frias na Plataforma Agro-Logística com recurso à energia solar.

“Falamos, na área de mulheres, da importância da conclusão dos estudos do empoderamento feminino e da necessidade de educação sexual e reprodutiva, onde já temos projectos”, partilhou, sublinhando que “temos a garantia de trabalharmos juntos nessas áreas”.

Na área da biodiversidade, por exemplo, Henny Vries explicou que a cooperação pode ser desenvolvida através das universidades dos dois países, com a partilha de conhecimentos e experiências.

“A Vice-Presidente conhece bem os Países Baixos e as nossas universidades. Então, falamos sobre criar esses laços entre as universidades e sobre como realizar os novos projectos”, ressaltou.

A embaixadora Henny Vries disse que a ocasião foi aproveitada, igualmente, para abordar com a Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, a necessidade de paz e reconciliação no mundo, onde “os dois países podem trabalhar juntos, não só na área económica, mas também na área da geopolítica”.

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