ONU recomenda Angola maior investimento público para acabar com a pobreza e atingir outras metas dos ODS

A Organização das Nações Unidas (ONU) apelou ao Governo angolano, através de sua coordenadora residente no país, Zahira Virani, a um maior investimento público e privado, visando o alcance mais célere dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, premissas que mudam para melhor a vida das populações.

Com 17 pontos, o projecto de ODS inclui Erradicar a Pobreza (1); Erradicar a Fome (2); Saúde de Qualidade (3); Educação de Qualidade (4); Igualdade de Género (5); Água Potável e Saneamento (6); Energias Renováveis e Acessíveis (7); Trabalho Digno e Crescimento Económico (8); Indústria Inovação e Infra-estrutura (9); Reduzir as Desigualdades (10); Cidades e Comunidades Sustentáveis (11); Produção e Consumo Sustentáveis (12); Acção Climática (13); Proteger a Vida Marinha (14); Proteger a Vida Terrestre (15); Paz, Justiça e Instituições Eficazes (16); Parcerias para a Implementação dos Objectivos (17).

De acordo com o Correio da Kianda, e ao que se sabe, o Governo angolano deverá apresentar os resultados de suas acções para o cumprimento dessas metas dos ODS no Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável, em Julho de 2025. De acordo com o website das Nações Unidas, o documento da apresentação das metas das autoridades angolanas, denominado Relatório Nacional Voluntário (RNV), está a ser produzido pelo Ministério do Planeamento, com o apoio da ONU, no país.

“As transformações necessárias para atingir os ODS exigem o compromisso de investimentos públicos e privados significativos, rumo à visão de uma transformação socioeconómica – inclusiva e sustentável de Angola, ‘sem deixar ninguém para trás’, disse Zahira Virani, citada pelo site oficial da maior tribuna global, em Angola.

De referir os que dados da pobreza multidimensional publicados pelo Instituto Nacional Estatística (INE), em 2020, apontou que 48,9% da população angolana é pobre.

No referido relatório, o INE fez saber que mais de quatro em cada dez angolanos são pobres com privações em habitação de qualidade adequada (44,2%) ou em electricidade (43,7%) ou de registo civil (43,3%), sendo a situação mais gravosa em áreas rurais, onde a taxa de incidência da pobreza multidimensional esteve à volta dos 87,8%, contra 35,0% na área urbana

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