José Massano fala em maior crescimento dos últimos dez anos mas pede impacto mais rápido na vida dos cidadãos

O ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, adiantou que o Produto Interno Bruto (PIB) registou um aumento de 4,3 por cento, o maior crescimento numa década, tendo defendido a necessidade de se “crescer mais rápido para que os impactos sejam sentidos de forma mais clara na vida dos cidadãos”.

“Temos de crescer mais rápido para que os impactos sejam sentidos de forma mais clara na vida dos cidadãos”, apontou, destacando que a meta é chegar a um crescimento de cinco por cento por ano.

Ao intervir na segunda edição da conferência ‘Conversas Economia 100 Makas’, Lima Massano destacou também que a economia necessita de escala e que o domínio alimentar deve ser a base do desenvolvimento, devido à necessidade de segurança alimentar, escreve o Jornal de Angola.

O ministro de Estado defendeu igualmente a necessidade de se diversificar a economia nacional: “A diversificação da nossa economia é algo que tem necessariamente de acontecer”.

Reconheceu que os desafios são maiores, porém “as coisas começam já a acontecer”, tendo ainda feito referência à “forte dependência” do petróleo.

“Temos uma forte dependência ainda de um único produto de exportação [petróleo] e o nosso desempenho está muito associado ao ritmo de crescimento deste sector”, referiu.

Na sua intervenção, o governante apontou ainda vários indicadores registados no ano passado. Um desses indicadores foi o facto de 2024 ter sido o ano que se geraram mais postos de trabalho, cujos dados do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) – referentes às pessoas que descontam para esta entidade – apontam para a geração de 218.000 novos postos de trabalho em 2024.

No domínio alimentar, o ministro revelou que também se registaram crescimentos. Segundo Lima Massano, em 2024, o sector alimentar registou um crescimento na ordem dos 18 por cento.

No período de 2022 a 2023, adiantou, as importações de alimentos diminuíram 33 por cento, sendo que em 2024 houve uma diminuição de mais seis por cento.

O ministro de Estado para a Coordenação Económica, citado pelo Jornal de Angola, assegurou que os apoios ao domínio produtivo continuarão, tendo apelado aos empresários a cumprirem a sua parte.”Precisamos de capacidade para empreender”, acrescentou.

O sector agrícola foi também abordado pelo ministro, que informou que, nos últimos anos, a produção de arroz no país quintuplicou, estando neste momento nas 50.000 toneladas anuais.

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