Inflação desacelerou pelo 23º mês consecutivo em Angola

Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a inflação em Angola se fixou em 10,11% no mês de Junho, abaixo dos 19,73% registados no mesmo período do ano passado, prolongando a trajectória de desaceleração pelo 23.º mês consecutivo.

Segundo o INE, o Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN) desacelerou 0,76 pontos percentuais em Junho face ao mês anterior. Em termos homólogos, relativamente a Junho de 2025, a inflação abrandou 9,62 pontos percentuais.

Entre as classes que registaram as maiores variações homólogas de preços, os “transportes” lideraram com 15,40%. Seguiram-se a “educação”, com 13,40%, a “habitação, água, electricidade e combustíveis”, com 11,14%, e a “alimentação e bebidas não alcoólicas”, com 10,73%.

Embora não tenha registado a maior variação de preços, a classe “alimentação e bebidas não alcoólicas” foi a que mais contribuiu para a inflação, com um contributo de 6,53 pontos percentuais.

Depois da alimentação, os “transportes” constituíram a segunda classe com maior contributo para a inflação, com 0,73 pontos percentuais. Seguiram-se os “bens e serviços diversos”, com 0,54 pontos percentuais, e a “saúde”, com 0,46 pontos percentuais.

As restantes classes tiveram um contributo inferior para a variação do nível geral de preços, segundo os dados divulgados pelo INE. Estes resultados prolongam a trajectória de desaceleração da inflação observada ao longo dos últimos 23 meses consecutivos.

Ao nível provincial, Cabinda registou a maior taxa de inflação homóloga, com 15,22%. Seguiram-se Malanje, com 12,93%, e o Moxico, com 11,66%.

No extremo oposto, o Huambo registou a menor taxa de inflação homóloga, com 7,53%. A Lunda Norte, com 7,65%, e o Cunene, com 7,75%, completam a lista das províncias que apresentaram as menores taxas de inflação no período, de acordo com os dados do INE.

Notícias relacionadas
Comentários
Loading...

Discover more from 4 de fevereiro

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading