Garantia de Crédito cria mais de 12 mil empregos
As garantias concedidas no âmbito de diversos financiamentos obtidos pelos produtores nacionais, através do Fundo de Garantia de Crédito, em 2024, permitiram a criação de 12 978 empregos directos e indirectos.
A informação foi avançada, terça-feira, na cidade do Lobito, província de Benguela, pelo presidente do Fundo de Garantia de Crédito (FGC), noticiou o jornal de Angola.
Luzayadio Simba manteve um encontro com os diferentes órgãos de comunicação social na província de Benguela.
No encontro, denominado “Café com Jornalistas”, Luzayadio Simba destacou a importância que o microcrédito desempenha, assegurando o apoio do Conselho de Administração do Fundo de Garantia de Crédito no apoio aos micro-empresários e pessoas singulares, que, na sua óptica, não têm acesso fácil à banca comercial.
“Os bancos não estão muito interessados em apoiar o microcrédito. Por isso, temos que trabalhar com a sociedade de crédito para mitigar a carência que vegeta nesse sector do negócio (precário)”, realçou.
O PCA anunciou a pretensão de, ainda este ano, incluir mais sociedades de microcréditos no leque dos operadores das garantias, para apoiar os pequenos produtores e pequenos comerciantes. No seu entender, são eles os principais sustentáculos da maioria das famílias angolanas. “(…) dentro do nosso plano estratégico, assente na diversificação da economia e combate à pobreza, vamos continuar com esta actividade até 2027”.
Entretanto, não obstante os ganhos assinalados, ficou-se a saber que num diagnóstico feito em 2022, registou-se um incumprimento considerável na execução do Programa Angola Investe (PAI). Sublinhou que foi necessário gizar um plano de saneamento financeiro que seria de dez mil milhões de kwanzas por ano. “(…) a pretensão era de que em três anos a situação financeira do Programa Angola Investe (PAI) fosse recuperada”.
No entanto, referiu que em 2023, terão saneados apenas 9 mil milhões de kwanzas e ano a seguir, cinco mil milhões. Apesar de considerar um incumprimento naquilo que foi o plano para a sua recuperação, o alto responsável da FGC encontra nessa acção um factor positivo e explica porquê:
“O facto de termos pago apenas cinco mil milhões, foi porque, internamente, criámos uma direcção que acompanhou os currículos dos projectos que estavam em grande incumprimento e feita uma campanha junto dos nossos parceiros (banca comercial), foi possível resgatar essas empresas”.