EUA reforçam compromisso com o Corredor do Lobito
Diplomatas norte-americanos e europeus e responsáveis angolanos vão visitar, esta semana, projectos associados ao Corredor do Lobito, demonstrando o interesse estratégico desta infra-estrutura ferroviária para o transporte de minerais e desenvolvimento económico.
A visita, que está a ser organizada pela Embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) em Angola, visa, segundo um comunicado divulgado por esta representação diplomática, mostrar o empenho dos EUA na segurança do território angolano e o seu compromisso com o investimento e a desminagem ao longo do Corredor do Lobito, nome dado à linha férrea que atravessa todo o país numa extensão de 1300 quilómetros, ligando o porto do Lobito à fronteira com a República Democrática do Congo (RDC).
Assim, entre hoje, dia 1, e 3 de Abril, o ex-embaixador dos Estados Unidos na Venezuela, James Story, encarregado de negócios dos EUA em Angola e São Tomé e Príncipe, acompanhado de 17 embaixadores de várias nacionalidades, bem como por altos funcionários angolanos e líderes empresariais, visitará locais-chave deste projecto de importância fundamental para o transporte de minerais críticos, cuja importância estratégica tem sido destacada por europeus e norte-americanos.
“Durante a visita, James Story e a delegação de embaixadores que o acompanha irão interagir com comunidades locais, especialistas em desminagem e funcionários do Governo para enfatizar o impacto transformador destas iniciativas na vida das pessoas”, lê-se no comunicado.
Entre os locais a visitar, estão o Parque Solar do Biópio, precursor do projecto SunAfrica, a empresa Pensana, que recebeu 3,4 milhões de dólares em financiamento preliminar para estudos de viabilidade com vista ao desenvolvimento de uma mina de terras raras e instalação de refinação ao longo do Corredor do Lobito, e o terminal de minérios do porto do Lobito.
A visita antecede a Cimeira de Negócios EUA-África que será realizada em Luanda em Junho, destacando o crescimento das relações comerciais e de investimento bilaterais entre Angola e outros países do continente.
“Além disso, a visita serve como sinal para as empresas norte-americanas de que o Corredor do Lobito está aberto para negócios”, acrescenta a embaixada no documento.