África lidera ranking da taxa de rejeição dos vistos Schengen
Em 2024, os países africanos perderam colectivamente dezenas de milhões de euros em taxas de pedido não reembolsável devido à rejeição de vistos da União Europeia (UE), o que indica um encargo financeiro e de mobilidade crescente para os viajantes africanos.
Estas perdas incorridas pelos países africanos, devido à rejeição de pedidos de visto, resultam de uma categoria mais ampla de vistos emitidos pela UE, incluindo nacionais para estudo, emprego e residência de longa duração.
Os requerentes de África continuam a enfrentar algumas das mais elevadas taxas de rejeição de vistos a nível mundial, pagando frequentemente elevadas taxas de processamento apenas para lhes ser recusada a entrada, sem reembolso ou recurso.
Num relatório anterior, a publicação ‘Business Insider Africa’ estimou que os países africanos perderam cerca de 60 milhões de euros devido à rejeição de vistos Schengen (autorização que permite aos cidadãos de países que não pertencem ao espaço Schengen, constituído por 29 países europeus, viajar para um país membro deste bloco por um período limitado).
De forma alarmante, seis dos dez países com as taxas mais elevadas de rejeição de vistos Schengen a nível mundial situam-se em África. Os requerentes de África continuam a enfrentar algumas das mais elevadas taxas de rejeição de vistos a nível mundial, pagando frequentemente elevadas taxas de processamento apenas para lhes ser recusada a entrada, sem reembolso ou recurso.
De forma alarmante, seis dos dez países com as taxas mais elevadas de rejeição de vistos Schengen a nível mundial situam-se em África. As Comores lideram com uma impressionante taxa de rejeição de 61,3%, seguidas da Guiné-Bissau (51%), do Gana (47,5%), do Mali (46,1%), do Sudão (42,3%) e do Senegal (41,2%). Entre os africanos, Angola situa-se no 8º lugar no que diz respeito ao índice de rejeição tendo um custo estimado de 1.1 milhões de euros.
A tabela abaixo classifica os dez principais países africanos com as maiores perdas financeiras estimadas devido à recusa de vistos da UE em 2024.
