Receita Não Petrolífera angolana atingiu 3,7 mil milhões de euros no primeiro semestre deste ano

A receita não petrolífera de Angola somou 3,7 mil milhões de euros até Junho, 36,8% do previsto no orçamento para 2026, disse ontem, segunda-feira, dia 6, o presidente da autoridade tributária angolana, José Leiria.

O presidente do Conselho de Administração da Administração Geral Tributária (AGT), que falava nesta segunda-feira, em Luanda, nas ‘Conversas sem Makas’, organizadas pelo jornalista Carlos Rosado de Carvalho, indicou que o Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2026 prevê 10,1 mil milhões de euros de receita não petrolífera.

No total, o Estado angolano arrecadou 8,35 mil milhões de euros no primeiro semestre, 48,62% dos 17,2 mil milhões de euros previstos para o ano, segundo os dados apresentados.

A receita não petrolífera representou 44,32% do total arrecadado entre Janeiro e Junho, de acordo com os mesmos dados.

José Leiria reconheceu que a execução está abaixo do programado, afirmando que deveria estar pelo menos nos 50% e explicou o desvio com o desfasamento entre a previsão mensal e os pagamentos efectivos, indicando que nos próximos meses as regularizações farão a execução convergir com as metas até ao final do ano.

Já a receita petrolífera atingiu 4,66 mil milhões de euros até Junho, 65% dos 7,13 mil milhões de euros previstos, apesar da volatilidade dos preços do petróleo provocada pela guerra entre os Estados Unidos e o Irão, referiu o responsável.

O presidente da AGT defendeu, por isso, que a receita sobre a qual o país deve continuar a trabalhar é a não petrolífera, por ser muito mais previsível do que a petrolífera, sujeita às oscilações do preço e da produção.

Segundo os dados apresentados no evento, a receita não petrolífera tem crescido de forma quase contínua desde a criação da AGT, em 2014, atingindo 7,15 mil milhões de euros em 2025, contra 10,45 mil milhões de euros da receita petrolífera.

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