SADC acorda medidas com vista ao reforçar do controlo fronteiriço
Os líderes da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) concordaram em aprofundar a integração regional numa tentativa de travar a migração ilegal, numa altura em que cresce o sentimento anti-imigração na África do Sul, informou a agência de notação financeira Bloomberg, neste domingo, dia 24.
As medidas acordadas entre os membros da SADC incluem o reforço do uso de tecnologia nos postos fronteiriços. Os responsáveis reconheceram igualmente a necessidade de desenvolver zonas económicas especiais transfronteiriças.
Os protestos contra imigrantes, alimentados pelo elevado desemprego e pela pressão sobre os serviços públicos, têm ocorrido em várias partes da África do Sul há anos, incluindo episódios mortais em 2018, e intensificaram-se nos últimos meses.
“Estamos a enfrentar um desafio económico e, se estamos a enfrentar um desafio económico, precisamos de zonas económicas especiais ao longo das nossas fronteiras e ainda mais próximas delas”, afirmou no domingo o ministro dos Negócios Estrangeiros da África do Sul, Ronald Lamola.
O responsável disse que os países devem explorar possibilidades de coordenação transfronteiriça de zonas económicas especiais para impulsionar a criação de emprego e o crescimento económico.
Ronald Lamola recebeu os seus homólogos durante o fim-de-semana em Skukuza, num retiro realizado no Parque Nacional de Kruger, na província de Mpumalanga.
A reunião concentrou-se também na avaliação do impacto da guerra no Irão e dos elevados preços da energia nas economias que integram a comunidade da África Austral.
Os países da região, na sua maioria importadores de petróleo e fertilizantes, enfrentam facturas de importação mais elevadas, o que aumenta a pressão sobre finanças públicas já fragilizadas.
A região enfrenta igualmente uma aceleração da inflação, volatilidade cambial e riscos crescentes para a segurança alimentar e energética.
Os ministros defenderam uma mobilização mais forte de recursos internos e uma melhor gestão da dívida pública, disse Elias Magosi.