Saldo da balança comercial de Angola registou saldo positivo de 3,65 mil milhões de euros

Angola registou, no primeiro trimestre do ano, um saldo positivo na balança comercial de 3,65 mil milhões de euros, um aumento homólogo de 11,68%, impulsionado pela recuperação do preço do petróleo em Março, noticiou, ontem, quarta-feira, dia 13, a agência Lusa.

Segundo informou, os dados constam das estatísticas do comércio externo relativas aos meses de Janeiro, Fevereiro e Março divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Os números apontam que Janeiro foi o mês mais fraco do trimestre, com o saldo da balança comercial a cair 61,06% face ao período homólogo, para 407 milhões de euros, resultado da queda do preço do petróleo bruto, principal produto de exportação de Angola.

A situação inverteu-se nos meses seguintes. Em Fevereiro, o saldo (diferença entre o valor das exportações e o valor das importações) recuperou para 944 milhões de euros, ainda abaixo dos valores homólogos (-19,08%).

Já em Março, o saldo disparou para 2,30 mil milhões de euros, um aumento de 117,96% face a Março de 2025, justificado tanto pelo aumento do preço médio do petróleo bruto como pela redução das importações registada em Fevereiro.

Os dados de Janeiro e Fevereiro indicam como fonte o INE, a Administração Geral Tributária (AGT) e o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (Mirempet), enquanto os de Março se baseiam apenas na AGT e no Mirempet.

O petróleo dominou as exportações ao longo de todo o trimestre, representando 91,30% do total em Janeiro, 92,29% em Fevereiro e 95,58% em Março. O segundo produto de exportação com expressão relevante foram as pérolas, as pedras e os metais preciosos, com uma quota que recuou de 6,15% em Janeiro para 2,63% em Março.

A China e a Índia mantiveram-se como os principais destinos das exportações angolanas ao longo do trimestre, absorvendo em conjunto entre 63% e 74% do total, segundo os mesmos dados. O primeiro liderou nos três meses, com quotas entre 43,50% e 48,24%, enquanto o segundo registou o seu valor mais elevado em Fevereiro, com 28,03%.

O terceiro lugar foi ocupado pela Indonésia em Janeiro e Fevereiro e pela Tailândia em Março, confirmando a preferência dos mercados asiáticos pelas exportações angolanas.

A China foi também o principal fornecedor de Angola no trimestre, seguida da Índia em Janeiro e Fevereiro, e da Coreia do Sul em Março. Portugal figurou como terceiro maior fornecedor em Janeiro, Fevereiro e Março, com uma trajectória crescente ao longo do trimestre e quotas de 7,39%, 7,75% e 8,66%, respectivamente.

Os combustíveis minerais e o petróleo refinado representaram entre 17% e 22% do total das importações angolanas em cada um dos três meses do trimestre.

As máquinas e aparelhos foram o segundo grupo mais relevante, seguidas dos veículos e outros meios de transporte, metais comuns e produtos alimentares.

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