Apesar de desafios, Angola transaciona 25,9 mil milhões de euros em facturação electrónica em quatro meses
O presidente da Administração Geral Tributária (AGT) angolana anunciou que um total de 28 biliões de kwanzas foram transacionados em facturação electrónica no país nos primeiros quatro meses do ano.
José Leiria fez saber também que pelo menos 46 mil empresas em Angola operam já com facturação electrónica e diariamente cerca de 400 mil facturas são comunicadas electronicamente à AGT, um exercício que “reflecte inovação tecnológica e transparência nos processos e procedimentos”.
“De Janeiro a Abril de 2026, nós temos um total de 28 biliões de kwanzas como transações feitas através de fatura electrónica”, afirmou o responsável.
O responsável, citado pela Forbes África Lusófona, salientou que os referidos dados mostram que a implementação da factura electrónica no país tem sido, “apesar dos desafios, bem-sucedida”, frisou, acrescentando, contudo, que Angola ainda precisa de garantir que mais contribuintes “abracem a factura electrónica”.
O presidente do conselho de administração da AGT, que falava na abertura da conferência Sobre obre Facturação Electrónica – entre a Obrigatoriedade e a Transformação Económica, sinalizou igualmente as acções em curso para a consolidação da factura electrónica.
O sistema fiscal angolano começou a aplicar a facturação electrónica a partir de 01 de Janeiro. Nos primeiros 12 meses após a entrada em vigor deste regime, a obrigatoriedade de emissão de fatura electrónica aplica-se apenas aos contribuintes cadastrados na Repartição Fiscal dos Grandes Contribuintes e aos fornecedores do Estado.
Leiria recordou que findo o prazo anterior (depois de 31 de Dezembro de 2026), todos os contribuintes do país – empresas do regime simplificado e do regime geral do Imposto sobre o Valor Acrescentando (IVA) – estarão sujeitos a obrigação de emissão de factura electrónica.
“Portanto, isto significa que todas as empresas com volume de facturação igual ou superior a 25 milhões de kwanzas devem promover as necessárias diligências para até 31 de Dezembro estarem em factura electrónica”, realçou, alertando que “não haverá prorrogação do prazo”.
Dados disponíveis na AGT, observou José Leiria, citado pela Lusa, revelam que o país já dispõe de “condições materiais, tecnológicas e funcionais” para todos os contribuintes abrangidos emitirem factura electrónica.