Kwenda representa “um direito e não um favor do Estado”
O ministro da Administração do Território (MAT), Dionísio da Fonseca, afirmou, quinta-feira, que os mais de 1,2 milhões de beneficiários do Programa de Transferências Monetárias “Kwenda” demonstram o compromisso do Governo em reduzir os níveis de pobreza extrema em Angola.
Ao discursar na cerimónia de apresentação da Avaliação do Impacto do Programa, o titular da pasta do Território disse que o Kwenda representa “um direito e não um favor do Estado” às famílias vulneráveis, promovendo uma distribuição mais equilibrada do rendimento nacional.
Segundo o ministro, a avaliação independente do Programa, conduzida por especialistas, revelou que os beneficiários têm direccionado os recursos recebidos para melhoria habitacional, produção de bens essenciais, educação infantil, registo civil e saúde, entre outros sectores.
Os resultados, considerou, demonstram um impacto positivo na redução da pobreza multidimensional, reforçando a confiança na continuidade do Kwenda.
Dionísio da Fonseca anunciou que o programa será mantido até 2029, conforme previsto no último discurso sobre o Estado da Nação do Presidente da República, João Lourenço. A decisão foi viabilizada por um segundo financiamento de cerca de 400 milhões de dólares do Banco Mundial, resultante da relação de confiança estabelecida com a instituição.
O ministro também enalteceu o papel das equipas do Instituto de Desenvolvimento Local (FAS), dos Agentes de Desenvolvimento Comunitário (ADECOS), das instituições financeiras e dos governos provinciais na execução do programa.
Por fim, o ministro apelou aos governadores e administradores municipais que continuem a apoiar e colaborar na implementação do Kwenda, reforçando que o programa “só se materializa de forma eficaz nos municípios, através de um esforço conjunto”.