Linha portuguesa para a Educação excede mais 180 milhões, revela governo de Angola
A ministra das Finanças de Angola, Vera Daves de Sousa, destacou, ontem, segunda-feira, dia 23, que a linha de financiamento de Portugal é “das mais flexíveis” e que o Estado conseguiu destinar 180,1 milhões de euros ao sector da educação.
A governante foi convidada da 5.ª edição do programa “Conversas Economia 100 Makas”, subordinado ao tema “Orçamento Geral do Estado (OGE) 2026, as Empresas e as Famílias”. Durante o debate, o sector da educação esteve entre os mais mencionados, sobretudo devido à fatia que lhe está reservada no OGE 2026, correspondente a cerca de 7% das despesas públicas.
A propósito, Vera Daves de Sousa explicou que, no âmbito da linha de financiamento de Portugal, além da reabilitação de infra-estruturas na urbanização Nova Vida, em Luanda, o Estado conseguiu igualmente incluir a construção de escolas.
A ministra afirmou que estão em curso projectos de construção de infra-estruturas escolares, mas admitiu que o Estado não tem conseguido acompanhar o ritmo de crescimento populacional.
“Não estamos a conseguir acompanhar a velocidade com que mais crianças se tornam elegíveis para fazer parte do sistema de ensino, por isso, para 2025, foi criado um programa específico ‘Minha Escola, Meu Futuro’, para o qual procuramos um financiamento específico só para construir escolas”, afirmou.
Segundo a titular da pasta das Finanças, a criação deste programa demonstra que o Executivo reconhece estar “a andar devagar nesse domínio de construção de infra-estruturas escolares.”
Vera Daves de Sousa admitiu ainda que tem sido dada “pouca atenção à educação comparativamente a outros sectores”, uma situação que, disse, preocupa o Presidente angolano, João Lourenço. “Temos sido continuamente desafiados pelo chefe de Estado a dar mais atenção à educação, desafia-nos continuamente”, salientou.
João Lourenço preocupado com os desafios da educação no país
A ministra acrescentou que João Lourenço “chama-nos frequentemente para saber como é que está o progresso relativamente a alguns projectos do ensino superior que têm fontes de financiamento identificadas e estão a demorar para ser activadas.”
De acordo com Vera Daves de Sousa, desde meados de 2025 que o Presidente exige a identificação de uma fonte de financiamento estável para a construção de mais escolas, de modo a não depender exclusivamente de recursos ordinários do tesouro. “Na sua última deslocação a Portugal, ele próprio solicitou apoio às autoridades portuguesas”, sublinhou.
Para a ministra, o facto de a iniciativa ter partido do próprio João Lourenço “demonstra a preocupação ao mais alto nível com o tema e com a necessidade de imprimir outra velocidade.”