Iniciativa da Aliança das Civilizações entra no segundo dia
A Terceira edição da Iniciativa da Aliança das Civilizações das Nações Unidas (UNAOC), sob o lema “Apelo à Paz, ao Fim das Guerras e ao Respeito pelo Direito Internacional” entra, esta sexta-feira, para o 2ª e último dia dos trabalhos.
O dia de hoje será marcado por um evento de Alto Nível, no qual vai ser abordado o Papel dos Líderes Religiosos e da Fé na Promoção do Diálogo e da Coexistência Pacífica, com a participação de líderes religiosos, angolanos e estrangeiros.
O encontro terá ainda como temas em debates a Juventude como Parceiro na Prevenção: Construir uma Cultura de Paz para as Futuras Gerações e Mulheres na Linha da frente da Paz.
Neste evento de Luanda, os participantes vão ainda discutir o fortalecimento das Abordagens Inclusivas ao Diálogo e as Dinâmicas de conflitos contemporâneos, analisando o impacto das actividades mercenárias sobre a paz, segurança e coesão social.
No discurso de abertura, o Presidente da República, João Lourenço, apelou ao reforço do diálogo entre Civilizações, da solidariedade internacional e do multilateralismo como instrumento para prevenir conflitos, promover a reconciliação e preservar a paz mundial.
Fez igualmente uma alerta sobre o agravamento da situação internacional, caraterizada pelo recurso à violência, uso da força e desrespeito do direito à vida e da dignidade da pessoa humana.
O Chefe de Estado angolano reafirmou o compromisso com a mediação de conflitos, a promoção de soluções africanas para os desafios do continente e o fortalecimento da Arquitectura africana de paz e segurança.
O Presidente João Lourenço apelou à mobilização da comunidade internacional a favor da paz, da estabilidade e do respeito pelo direito internacional.
Nesse âmbito, anunciou a realização, ainda este ano, da quarta edição da Bienal de luanda – Fórum Pan-Africano para cultura de paz , iniciativa promovida em parceria com a Unesco e a União Africana, destinada ao reforço do dialogo, da prevenção de crises e da consolidação da cultura de paz em África.
Ao abordar a experiência angolana recordou que o país viveu quase três décadas de guerra após a independência nacional, sublinhando que a paz alcançada a 4 de Abril de 2002 permitiu consolidar a reconciliação nacional, fortalecer o Estado democrático de direito e lançar um amplo programa de reconstrução e desenvolvimento.