Governo quer desenvolver projecto agrícola no Corredor do Lobito

O Governo angolano e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, sigla em inglês) estão a desenvolver um projecto de apoio aos agricultores familiares e empresários agro-pecuários das províncias do Corredor do Lobito. A iniciativa tem como objectivo reforçar a produção nacional e dinamizar a cadeia de valor agrícola ao longo da infra-estrutura, informou o Jornal de Angola.

Durante uma reunião de auscultação realizada na cidade do Huambo, na última sexta-feira, dia 13, o representante do Ministério do Planeamento, Albertino Lima, disse que o principal objectivo é “dinamizar a produção nacional ao longo da linha férrea do Corredor do Lobito, para melhorar toda a cadeia de valor da produção, sobretudo para os agricultores familiares.”

Segundo Lima, o projecto tem um valor inicial de 250 mil dólares para a elaboração do programa. Numa fase posterior, o plano poderá concorrer a um financiamento entre 10 e 15 milhões de dólares, visando beneficiar os pequenos produtores do Corredor do Lobito.

A proposta inclui ainda uma componente de investigação científica, com o envolvimento directo das universidades das províncias do Huambo, Benguela e Bié. O desenvolvimento da iniciativa está a ser coordenado com consultores dos Ministérios do Planeamento, Ambiente, Agricultura e Florestas, Comércio e governos provinciais.

O director do Gabinete Provincial da Agricultura, Florestas e Pescas do Huambo, João Lara Hotalala, garantiu que o projecto vai trazer muitos benefícios para a população local. “Como parceiros neste projecto que envolve o Corredor do Lobito, há a garantia de que vai trazer muitos benefícios para a população, promovendo cada vez mais o agro-negócio”, disse.

O responsável explicou ainda que já foram consultados os parceiros do sector agro-pecuário, nomeadamente o Instituto Nacional do Café (INCA) e os serviços veterinários. “Foram também visitadas explorações agrícolas e cooperativas, com vista a mobilizar fundos para as suas actividades”, concluiu.

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