Governo angolano classifica Cimeira de negócios EUA – África como “momento ímpar”

O ministro de Estado para a Coordenação Económica de Angola, José de Lima Massano, considerou esta quarta-feira, dia 25, que a 17.ª Cimeira de Negócios EUA-África representou um momento “ímpar” para o continente e para Angola, ao reforçar a visibilidade internacional e atrair parcerias estratégicas, informou a agência Lusa.

Em declarações no encerramento do evento, que decorreu em Luanda durante três dias, o governante destacou a assinatura de nove acordos em diversos sectores e a forte participação de empresas – 490 angolanas, 202 africanas e 73 americanas – bem como a presença de líderes e investidores.

“A visibilidade que se dá aos países, particularmente Angola, é mais relevante do que os acordos em si. Trata-se de mostrar o potencial e a vontade africana de transformar e fazer acontecer”, afirmou.

Um dos focos da cimeira foi o Corredor do Lobito, considerado estratégico para a exportação de minerais da região. Massano apelou à apresentação de projectos privados de qualidade para captar os fundos disponíveis, reiterando que os recursos existentes destinam-se a apoiar o sector privado e não os investimentos públicos.

Durante o encontro, foi também anunciado um investimento inicial 100 milhões de dólares, no âmbito de uma parceria entre o Fundo Soberano de Angola e o empresário Haim Taib, para uma plataforma que visa mobilizar até mil milhões de dólares para sectores como agricultura, saúde, indústria e inclusão digital.

O ministro alertou, no entanto, para a necessidade de equilíbrio na atracção de capital privado, defendendo reformas legais e modelos sustentáveis. “Mais dívida não é solução. Precisamos do sector privado para avançar, com serviços acessíveis mas que também sejam rentáveis”, concluiu.

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