Esperança da Costa apela à capacitação dos jovens em novas tecnologias para serem motor do desenvolvimento
A Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, apresenta, amanhã, em Washington, os progressos alcançados ao nível nacional em matéria de diversificação e protecção das áreas de conservação, da promoção da biodiversidade e da estabilidade ecológica.
As conquistas assinaladas vão ser apresentadas durante a sua intervenção na Gala Anual da International Conservation Caucus Foundation (ICCF), edição 2025, que acontece amanhã, no auditório Andrew W. Mellon.
A informação foi adiantada, ontem, à imprensa pelo embaixador de Angola nos Estados Unidos da América, Agostinho Van-Dúnem, que apresentou de modo geral as linhas orientadoras da agenda da actividade da Vice-Presidente em Washington.
O diplomata avançou, igualmente, que Angola vai estreitar a cooperação com os Estados Unidos da América nos domínios académicos, científicos e de saúde, cujo programa foi assinalado com a visita, ontem, às universidades e centros hospitalares norte-americanos.
“Estamos habituados à diplomacia económica, ao reforço da cooperação política, mas o que queremos realçar é que também no domínio Social, do Ensino Superior, da inovação da tecnologia e do Ambiente, há também um crescimento da nossa cooperação”, referiu o embaixador Van-Dúnem.
Ao esclarecer a visita da Vice-Presidente da República a três universidades americanas, com realce para a Harvard, o embaixador disse ter como objectivo o reforço da cooperação na área do Ensino Superior e da Investigação, atendendo o propósito do Executivo de melhorar a qualidade do ensino e abrir outras portas de cooperação com os Estados Unidos da América e outros parceiros internacionais, que vão participar em diferentes eventos ao logo da semana.
No que toca, ainda, à diplomacia social, Agostinho Van-Dúnem acrescentou o sector do Ambiente, no qual fez referência a pretensão do Governo em alargar a cooperação com os EUA, com realce para a conservação do ambiente, por sinal, o tema central da visita da Vice-Presidente da República.
Sobre a participação da Vice-Presidente da República, Esperança da Costa, na Gala Anual da International Conservation Caucus Foundation (ICCF), que junta, aproximadamente, 400 convidados, entre Chefes de Estado e de Governo, congressistas e actores importantes para financiamentos, o embaixador considerou importante e que “vale sempre marcar presença”, tendo em conta o interesse de Angola, sobretudo para as questões sociais, saúde, educação, ensino e ambiente.
O embaixador Agostinho Van-Dúnem, que falou antes do encontro que a Vice-Presidente manteve com membros da comunidade angolana, parceiros sociais de Angola, empresários e investidores norte-americanos interessados em investir no país, justificou o programa para a troca de impressões.
Memorando para financiamentos
A ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho, anunciou a assinatura, ao longo da jornada em Washington, de memorandos com uma fundação norte-americana para o financiamento de seis áreas de conservação nacional.
Em declarações à imprensa, a ministra explicou que das seis, quatro já são áreas de conservação, enquanto as outras duas seguem como propostas à Assembleia Nacional, depois de terem sido aprovadas, recentemente, em Conselho de Ministros, nomeadamente a Serra do Pingano, localizada na província do Uíge, e a do Morro do Moco, no Huambo.
A título de exemplo, a ministra recordou que o país conta, neste momento, com mais de 10 áreas de conservação. “Vamos passar de 13 a 16, porque o objectivo é termos 30 por cento em terra de áreas de conservação, e outros 30 por cento em mar”.
Questionada sobre o montante que se pretende angariar para o financiamento, Ana Paula de Carvalho não especificou o valor que deverá ser anunciado, apenas, no momento da assinatura do memorando, porém, referiu que o investidor é um dos homens mais ricos do mundo.
Em reacção à Gala Anual da International Conservation Caucus Foundation, ligada à conservação, mas mais de cariz político e questões de conservação ambiental, a ministra referiu que o Governo já tem trabalhado com a organização, mas de forma indirecta.
A governante destacou, igualmente, neste sentido, alguns trabalhos com a OAK Fundation no quadro daquilo que são as zonas de conservação em África, na qual foram já elencadas 162 áreas em todo o continente, onde Angola estará a trabalhar conjuntamente em seis áreas de conservação. “Quatro já são áreas de conservação, e em duas ainda estamos a trabalhar no sentido de as formalizarmos”.
Quanto às áreas de protecção, a ministra adiantou que duas estão localizadas no Cuando, nomeadamente o Parque Nacional do Luenga e do Luiana; Mavinga e da Cameia, no Moxico.
“Mas temos mais uma, também, no Moxico, que ainda não é área de conservação, embora continuemos a trabalhar sobre a mesma, efectuando estudos”.
Segundo a ministra do Ambiente, o memorando a ser assinado vai reforçar o apoio das acções e contribuir para a conclusão dos estudos da zona do Muçumua e do Lizima.
Ana Paula de Carvalho esclareceu, também, existir um memorando transfronteiriço, neste particular com a Zâmbia, por estar localizado no limite entre os dois países.
Na sequência, apontou o Parque Nacional do Iona, que conta com uma co-gestão com a África Park, “mas que também teremos o apoio desta mesma Fundação”.
A ministra do Ambiente, Ana Paula Carvalho, disse que na área do Lizima, praticamente uma fonte d’água, o Executivo está a trabalhar para a classificar como Zona Húmida de importância internacional em África, a par de outros pontos cujos trabalhos estão quase concluídos, permitindo que a mesma seja submetida à convenção de zonas húmidas de Ramsa.