Energia: UNITA subscreve propostas do MPLA
A UNITA subscreve, no seu programa de Governo, a aposta do MPLA nas energias renováveis. Tudo o que o partido do Galo Negro refere ou promete no seu programa sobre esta área, para além de generalidades, é o que o MPLA já fez ou está a fazer. É bom sinal: o bom senso vence sempre.
Na página 60, sexto compromisso, a UNITA promete “promover a transição energética para fontes renováveis, garantindo acesso a redes integradas às pessoas e às empresas; Reduzir a construção de mega-projectos de produção de energia provenientes de fontes hídricas ao estritamente necessário, priorizando a construção de sistemas eléctricos isolados com fontes diversificadas desde as mini-hídricas a energias renováveis para atender as localidades que se encontram distantes do sistema eléctrico público-SEP, com difícil acesso, baixa densidade populacional e condições ambientais que inviabilizavam a construção de redes convencionais.
A UNITA promete também “promover a produção de energia eléctrica como principal fonte de energia de origem hídrica, solar e eólica; Apostar na produção solar e eólica para centros de consumo mais remotos; Criar programa nacional de incentivo à implementação de sistemas de auto produção, nomeadamente de painéis solares para consumo doméstico”.
Tudo isso o partido que suporta o Governo já está a fazer. O MPLA inaugurou, no passado mês de Julho, dois grandes parques fotovoltaicos em Benguela para a produção de energia renovável, sendo que um deles, o do Biópio, o maior da África Subsariana actualmente. Estão em construção um total de sete parques fotovoltaicos, alguns de pequena dimensão para as regiões recónditas, como a UNITA tenta emitar no seu programa.
O MPLA, no próximo mandato, pretende ir mais longe. Na página 54 do seu programa, sobre a energia, o 14º compromisso é claro: “Desenvolver projectos de energia solar, de hidrogénio e biocombustíveis, tendo presente a transição energética, as alterações climáticas e a crescente preocupação ambiental, com o propósito de contribuir para a diversifcação da matriz energética nacional”. Com isso, o MPLA vai trabalhar no próximo mandato para explorar e aproveitar todas as condições e possibilidades de produção de energia que o país oferece. Neste quesito, percebe-se, claramente, que a UNITA está atrasada e o MPLA está muito à frente, uma vez que enquanto o partido dos Camaradas já fala em produzir energia através do hidrogénio, o partido do Galo Negro só está ainda na energia solar.
Portanto, quanto às energias renováveis, a UNITA não traz nada de novo no seu programa e, no fundo, dá um voto de confiança ao Governo do MPLA.