Crédito à economia angolana cresce 11% e chega a 9,2 biliões de kwanzas

O financiamento ao sector real da economia angolana cresceu 29,1% em Agosto, para 2,1 biliões de kwanzas, mais do que o dobro da expansão registada pelo crédito bruto ao sector não-financeiro no mesmo período, segundo dados do Banco Nacional de Angola.

O crédito bruto ao sector não-financeiro em Angola cresceu 11% em Agosto, para 9,2 biliões de kwanzas, enquanto o financiamento ao sector real da economia avançou 29,1%, para 2,1 biliões de kwanzas, segundo dados do Banco Nacional de Angola (BNA).

A evolução do crédito ao sector real, que inclui actividades produtivas como a indústria transformadora, a indústria extractiva e a agricultura, revela um ritmo de expansão significativamente superior ao crescimento global do financiamento à economia.

A indústria transformadora foi a principal responsável pelo aumento, seguida da indústria extractiva e da agricultura, produção animal, caça, floresta e pesca.

O sector privado concentrou 85,2% do crédito bruto ao sector não-financeiro, com um stock de 7,3 biliões de kwanzas, mais 766,4 mil milhões de kwanzas, ou 11,7%, face a Agosto de 2025.

O endividamento do sector privado, que inclui empresas privadas e particulares, aumentou 584,7 mil milhões de kwanzas no período, passando de 7,1 biliões para 7,7 biliões de kwanzas.

Já o endividamento do sector público não financeiro atingiu 1,5 biliões de kwanzas, dos quais 63,3% correspondiam à Administração Pública e 36,7% às empresas públicas. O montante representa um aumento de 327,4 mil milhões de kwanzas face a Agosto de 2025.

A maior aceleração do crédito destinado ao sector real sugere uma maior concentração do financiamento em actividades directamente ligadas à produção de bens e serviços. A tendência é particularmente relevante para a economia angolana, tendo em conta o peso que a expansão da produção nacional e a diversificação da actividade económica assumem na redução da dependência das receitas petrolíferas.

Ainda assim, os dados mostram que o sector privado continua a ser o principal destino do crédito bancário, representando mais de quatro quintos do financiamento bruto ao sector não financeiro.

O desempenho do crédito ao sector real deverá, por isso, ser acompanhado não apenas pela sua expansão em termos nominais, mas também pela capacidade de esse financiamento se traduzir em aumento da produção, investimento e emprego.

Os dados constam da nota de informação estatística sobre o crédito divulgada pelo BNA.

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