Cidadãos angolanos retirados de Israel após ataques do Irão

Angola iniciou, na sexta-feira, dia 27, a retirada de cidadãos de Israel, tendo o primeiro grupo de nove angolanos deixado já o país, segundo uma nota de imprensa do Ministério das Relações Exteriores (Mirex).

O grupo, composto por “pessoal não essencial e respectivos familiares”, saiu de Israel na noite de 27 de Fevereiro, tendo chegado a Luanda às 12h30 de sábado, dia 28, no quadro das medidas para “salvaguardar a segurança e o bem-estar dos cidadãos angolanos”.

O Mirex refere que tem vindo a “monitorizar atentamente a evolução das tensões no Médio Oriente”, em articulação com as missões diplomáticas angolanas em Israel, Qatar, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, tendo sido elaborado e acionado um plano de contingência que inclui a retirada de cidadãos.

De acordo com o ministério, o processo de retirada vai prosseguir “de forma faseada, organizada e segura”, assegurando a proteção e assistência aos cidadãos angolanos na região.

A decisão surge após uma nova escalada militar, com os Estados Unidos e Israel a realizarem ataques contra o Irão, que respondeu com acções contra alvos israelitas e também na Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Bahrein, ampliando o risco de um conflito regional.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visou “eliminar ameaças iminentes” do Irão, enquanto o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou a acção conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.

Os líderes de França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos e apelaram ao regresso às negociações, num contexto de crescente instabilidade na região, onde já em Junho de 2025 Israel e o Irão tinham travado um conflito directo que envolveu bombardeamentos norte-americanos contra instalações nucleares iranianas.

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